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sexta-feira, 6 de março de 2009

Rock em 7 tempos

Depois de tantas velharias na TV, eis que surge algo interessantíssimo para os aficionados pelo gênero que fez e ainda faz multidões chacoalharem o esqueleto. Não é novidade, mas na TV fechada brasileira é a primeira vez que está sendo transmitido o documentário produzido pela BBC de Londres em 2007, intitulado Seven Ages of Rock.


Dividido em sete episódios, cada um traz uma era do rock com depoimentos de personalidades de peso no referido contexto. Das origens no blues, passando pela beatlemania, ao indie rock, o documentário explora as principais características de cada uma das fases do gênero. E são pinceladas focadas em poucos nomes de cada vertente. Afinal, seria impossível relatar em 7 episódios de apenas 50 minutos toda a vastidão do maior fenômeno da cultura pop.


(o rock na linha do tempo)

Aqui estão os nomes dos capítulos com os respectivos dias em que são transmitidos:

1. The Birth of rock (07/02)

2. White light, White heat (14/02)

3. Blank Generation (21/02)

4. Never Say die (28/02)

5. We are the champions (07/03)

6. Left of the Dial (14/03)

7. What the world is waiting for (21/03)

Infelizmente não consegui acompanhar desde o início, e até agora assisti apenas dois capítulos: o White light, White heat que trouxe o Art rock,momento em que a música se funde com a arte para criar espetáculos nos quais os artistas não cantam apenas, mas também interpretam personagens num cenário grandioso. Vide David Bowie e seu alter-ego Ziggy Stardust. Mas a cereja do bolo fica para as imagens de Syd Barret, a veia criativa dos primórdios do Pink Floyd.



O outro capítulo que assisti foi o quarto, intitulado Never Say die, dedicado inteiramente ao heavy metal, o único subgênero do rock que sobrevive até hoje. Um ponto positivo é a narração feita pelo veterano da MTV, Mark Goodman. Alguns nomes conhecidos como Jack Bruce (Cream), Bryan Ferry (Roxy Music) e Johnny Rotten (Sex Pistols) deixam seus depoimentos sobre o assunto.

Vale a pena assistir, quem estiver a fim de sair da mediocridade contemporânea e descobrir (um pouco) sobre a história e evolução do rock. Longe de ser um relato completo sobre todas as nuances do estilo, Seven Ages of rock discorre com leveza, mas também com conhecimento, sobre o gênero mais controverso de todos os (sete) tempos.

O documentário está sendo transmitido pela VH1 todo sábado às 22h, com reprise na quarta-feira às 23h.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Quem chorou quando a mãe do Bambi morreu?

Olá, queridinhos! Volto nesta sexta-feira, displicentemente, para trazer um hiatus na nossa série de contos de fadas. No lugar disto trago hoje um pouco de arte para vocês, sem de forma alguma deixar de lado o tema anterior! Isso mesmo! Hoje falaremos do magnífico híbrido blog/site Who killed Bambi? ou, em bom português, Quem matou o Bambi?

Eles são uma gangue tão legal quanto a nossa, com a adição de serem italianos o que, por si só, já põe muito medo em todo mundo. Adicione a isso o fato de que sua missão é matar o Bambi. suas armas são a fotografia, a pintura e tudo o mais que puderem imaginar.

Matar o Bambi é uma metáfora para acabar com "a banalidade, conformismo, falta de humor e bom senso". Logo vemos que eles estão do nosso lado!

Como todos bem sabem, eu sou uma grande fã de arte e quanto mais bizarra melhor! O Who killed Bambi? é uma das minhas fontes de obras que fazem meu dia.







Visitem o Who Killed Bambi? ... ou não! Já que eles são caras legais eles possuem Feeds RSS, que nem a gente!

Semana que vem eu volto com um post mais decente! ;) Beijinhos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hit the road Jack!

Hello hello, como vão as férias de vocês? Espero que estejam boas. Bom, as minhas até certo ponto estavam pacatas mas sendo aproveitadas ao máximo no vilarejo em que fui originada (velha história: dê-me um limão, que eu faço a caipirinha).
Mas como eu ia dizendo, procurei aproveitar algumas coisas impossíveis de serem feitas normalmente ao longo da velha rotina acadêmica assassina de vida social. Uma delas é ler autores cujas obras estão na minha lista mental há séculos.

Então assim começou o meu ano de ócio : primeiro devorei o presente de aniversário que ganhei de Deus (não foi um filho nem a Megasena acumulada) mas o livro Um bonde chamado desejo de Tennessee Williams. Na seqüência liquidei com o velho safado, aliás com o seu último livro: O capitão saiu para o almoço e os marinhe
iros tomaram conta do navio. Bom, mas o motivo pelo qual estou escrevendo esse post hoje é outro. Encontrei em meio a outros títulos da L&PM o clássico essencial da geração beat:


Como já havia dito Ray Charles: Hit the roa
d Jack! E foi exatamente isso que Jack Kerouac fez, pegou a estrada e, sob a alcunha de Sal Paradise atravessa a América de leste a oeste com seu amigo pirado Dean Moriarty ( na realidade, Neal Cassady). Ao som de Charlie Parker, regado a muito ácool e a mais de 160 km/h - esse é o contexto em que Sal e Dean vivenciam suas idas e vindas pelas estradas americanas. Precursor da contracultura, On the road é sim a bíblia da geração beat. Ele não é um livro com um grande segredo da humanidade nem tem algo que vá mudar a sua vida de repente. Mas a obra em si traduz na medida ideal a geração encabeçada por Kerouac. São relatos, simples relatos de um cara que decide fugir do status quo difundido pelo american way of life na década de 40.


Neal Cassady e Jack Kerouac

E veja só: depois de ler o livro, Bob Dylan, Chrissie Hynde e Hector Babenco fugiram de casa e Jim Morrison fundou o The Doors. Eu terminei de lê-lo na semana passada, e até agora não montei nenhuma grande banda e nem fugi de casa. Admito que fiquei com vontade de apontar meu polegar pelas estradas afora e ver no que ia dar. Vim parar na capital gaúcha (de ônibus) para visitar meus amigos e ir ao show do Little Joy. Alguma coisa da loucura de Sal e Dean deve ter se inscrustado em mim. E isso é bom. É muito bom.

PS1: Como você deve ter percebido não há links para nenhuma mísera palavrinha escrita acima. Explicando: é que isso é meio trabalhoso, então larga pra Deus (digo, Google) o que quiser se aprofundar e deixa o Ornitorrinco aproveitar seu tempo na cidade grande.

PS2: A adaptação do livro para as telas do cinema sai em 2009 e vai ser dirigida pelo Walter Salles. E isso é tudo o que diz o IMDB.

PS3: Como virou moda aqui na Gangue isso de fazer posts com um determinado tema, é bem provável que eu volte com mais histórias da estrada. Quem sabe um sobre road movies...

PS4: A volta dos múltiplos PSs. Não perca a viagem e deixe seu comentário.