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domingo, 19 de abril de 2009

canções, versões e outras criatividades (parte 1)

Tudo começou em uma quente tarde de verão quando, na casa de papai, este genitor contribuiu para o meu crescimento intelectual ao tocar no seu mini system um álbum que ele havia criado ( leia-se baixado músicas no mercado de compartilhamento gratuito e gravado-as em um cd virgem) com várias versões. A que mais ficou gravada na mente foi uma versão de Bob Dylan (infelizmente, ou felizmente, eu não gosto muito dele) cantanto Creep, do Radiohead. Papai, porém, foi bastante simpático na escolha do repertório, incluindo "What a Wonderful World" interpretada por Joey Ramone.

O tempo se passou e, numa bela madrugada (do dia 17/04) , um tanto triste por assuntos pessoais (que, obviamente, não vem ao caso), eu e o Petit vimos a coisa mais horrenda e engraçada que poderia existir naquele momento*. Os convidados da noite no Jô eram Inri Cristo e as Inriquetes. Dá uma olhada nas músicas que estas discípulas do di... ops, digo, do Inri Cristo, versionaram.



"Estava ali vendo a tv, sem enteder o porquê"
Eu também, eu também...

Decidi então, fazer o post de hoje com versões, no mínimo esquisitas de músicas, e a Limbo me agraciou com uma criação do quarteto-capela Moosebutter performada por Corey Vidal. Se você adora Stars Wars (ou o compositors e pianista John Williams) e não viu este vídeo, você não é um nerd/músico que se preze.




No site do Moosebutter você pode curtir (nossa, que Kzuka isso) outras criações do quarteto, incluindo uma versão sobre Harry Potter para Pretty Woman. Já o vídeo acima fez tanto sucesso que dá (ou nem precisa dar, trocadalho péssimo) pra achar vários vídeos bolados a partir do primeiro, como este, o Frog Wars.

Com a quantidade de versões estranhas por aí, tenho certeza que farei um novo post pra você, leitor, rir mais um pouco (ou não).

Beijos do Okapi.

*tá, essa é a minha opinião, o Petit disse que elas são interessantes quando cantam e dançam na palavra assanhar.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Rock em 7 tempos

Depois de tantas velharias na TV, eis que surge algo interessantíssimo para os aficionados pelo gênero que fez e ainda faz multidões chacoalharem o esqueleto. Não é novidade, mas na TV fechada brasileira é a primeira vez que está sendo transmitido o documentário produzido pela BBC de Londres em 2007, intitulado Seven Ages of Rock.


Dividido em sete episódios, cada um traz uma era do rock com depoimentos de personalidades de peso no referido contexto. Das origens no blues, passando pela beatlemania, ao indie rock, o documentário explora as principais características de cada uma das fases do gênero. E são pinceladas focadas em poucos nomes de cada vertente. Afinal, seria impossível relatar em 7 episódios de apenas 50 minutos toda a vastidão do maior fenômeno da cultura pop.


(o rock na linha do tempo)

Aqui estão os nomes dos capítulos com os respectivos dias em que são transmitidos:

1. The Birth of rock (07/02)

2. White light, White heat (14/02)

3. Blank Generation (21/02)

4. Never Say die (28/02)

5. We are the champions (07/03)

6. Left of the Dial (14/03)

7. What the world is waiting for (21/03)

Infelizmente não consegui acompanhar desde o início, e até agora assisti apenas dois capítulos: o White light, White heat que trouxe o Art rock,momento em que a música se funde com a arte para criar espetáculos nos quais os artistas não cantam apenas, mas também interpretam personagens num cenário grandioso. Vide David Bowie e seu alter-ego Ziggy Stardust. Mas a cereja do bolo fica para as imagens de Syd Barret, a veia criativa dos primórdios do Pink Floyd.



O outro capítulo que assisti foi o quarto, intitulado Never Say die, dedicado inteiramente ao heavy metal, o único subgênero do rock que sobrevive até hoje. Um ponto positivo é a narração feita pelo veterano da MTV, Mark Goodman. Alguns nomes conhecidos como Jack Bruce (Cream), Bryan Ferry (Roxy Music) e Johnny Rotten (Sex Pistols) deixam seus depoimentos sobre o assunto.

Vale a pena assistir, quem estiver a fim de sair da mediocridade contemporânea e descobrir (um pouco) sobre a história e evolução do rock. Longe de ser um relato completo sobre todas as nuances do estilo, Seven Ages of rock discorre com leveza, mas também com conhecimento, sobre o gênero mais controverso de todos os (sete) tempos.

O documentário está sendo transmitido pela VH1 todo sábado às 22h, com reprise na quarta-feira às 23h.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

With a Little Joy from my friends

Lend me your ears and I'll sing you a song
And I'll try not to sing out of key


Quando as pessoas pensam “ah, chegou o verão”, a primeira coisa que ocorre à maioria é torrar no sol igual a uma cenoura, pegar uma praia, e “curtir os hits da estação”. Ah, os hits da estação, que costumam ser essas coisas que tocam aos montes e latejam involuntariamente na sua cabeça, mesmo que você não queira. Eu, que não fui agraciada pelos deuses com uma melanina que me deixasse bronzeada, resolvi passar uma semana das minhas férias longe do litoral, mais especificamente, no meio dos prédios da capital.

Por indicação de uma amiga, ouvi o cd do Little Joy, gostei do som e fui parar no show da banda no último 27 de janeiro. Era uma terça-feira de muito calor na capital, e o show começava às 22h. Lá fomos nós em direção à Cidade-Baixa, pois a apresentação seria no Bar Opinião, onde a cerveja custa a bagatela (sinta a ironia) de 7 mangos. Mas a salvação estava ao lado. O bar do Élio (assim mesmo sem o H do gás balonístico) que tinha Polar a 3 pratas foi a fonte da qual bebemos antes do início do show.

Em toda a minha vida eu nunca tinha visto uma concentração tão grande de camisetas listradas e óculos de aro grosso como eu vi naquela fila para o show. Já lá dentro, fui sutilmente passando pelas pessoas até conseguir ficar num local estratégico, quase na frente do palco, com uma boa visão. Foi uma junção de fãs dos Los Hermanos, de fãs dos Strokes, e de mim, que sou a única pessoa que conheço até agora que não ama nem odeia o Los Hermanos. Gosto de algumas músicas deles, não ao ponto de me assumir fã nem ao ponto de dizer que são Loosermanos.

A primeira coisa que senti quando Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti e Binki Shapiro subiram ao palco é que são um bando de amigos que estavam ali para se divertir e fazer um som descompromissado. Uma banda de verão, surgida durante o hiato dos Strokes e do Los Hermanos, que não tem a pretensão de ser sonoramente perfeita. Aquela coisa: eu tenho uma letra você tem uma melodia, vamos juntar e ver no que é que dá. E deu certo. Claro, lembrando que a proposta é ser justamente leve.


O que me surpreendeu durante o show, foi que, na primeira música, já dava para ouvir o público cantando toda a letra. Lembrando que o seu primeiro cd o foi lançado relativamente há pouco tempo, em meados de novembro, não imaginei que uma banda tão recente teria tanta repercussão.

Algumas músicas, como a ótima Brand new start têm uma batida de surf music, nada a ver com o insosso do Jack Johnson, me refiro ao surf music dos anos 50, lembrando aquela paisagem das praias da Califórnia com um pé no Havaí. Outras como Keep me in mind, No one’s better sake e How to hang a warhol tem uma nítida pitada de Strokes. Já Play the part é o banquinho e o violão brasileiros enrustidos no inglês. Aliás, todas as músicas são cantadas em inglês, com exceção de Evaporar, tocada numa performance emocionada de Amarante no palco. O Hermano declarou, inclusive, que fez questão de começar a turnê pela capital gaúcha.

O elemento que dá originalidade ao grupo é a namorada de Moretti, Binki Shapiro, que tem um ar nórdico meio Nina Person e uma voz suave que combinou muito bem com as melodias. Em alguns momentos, como na excelente Don’t watch me dancing, o trio lembra um quê de Velvet Underground e Nico.
Agora que a turnê pelo Brasil terminou, Moretti e Amarante retomam a agenda com as suas respectivas bandas. Apesar disso, o Little Joy continua, e com uma pequena alegria dos amigos, o segundo cd já está garantido.

PS: O post saiu antes da hora, porque amanhã estou indo acampar na Serra do Caverá, longe de qualquer resquício de civilização.
PS2: Deixa de preguiça e comenta aí.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hit the road Jack!

Hello hello, como vão as férias de vocês? Espero que estejam boas. Bom, as minhas até certo ponto estavam pacatas mas sendo aproveitadas ao máximo no vilarejo em que fui originada (velha história: dê-me um limão, que eu faço a caipirinha).
Mas como eu ia dizendo, procurei aproveitar algumas coisas impossíveis de serem feitas normalmente ao longo da velha rotina acadêmica assassina de vida social. Uma delas é ler autores cujas obras estão na minha lista mental há séculos.

Então assim começou o meu ano de ócio : primeiro devorei o presente de aniversário que ganhei de Deus (não foi um filho nem a Megasena acumulada) mas o livro Um bonde chamado desejo de Tennessee Williams. Na seqüência liquidei com o velho safado, aliás com o seu último livro: O capitão saiu para o almoço e os marinhe
iros tomaram conta do navio. Bom, mas o motivo pelo qual estou escrevendo esse post hoje é outro. Encontrei em meio a outros títulos da L&PM o clássico essencial da geração beat:


Como já havia dito Ray Charles: Hit the roa
d Jack! E foi exatamente isso que Jack Kerouac fez, pegou a estrada e, sob a alcunha de Sal Paradise atravessa a América de leste a oeste com seu amigo pirado Dean Moriarty ( na realidade, Neal Cassady). Ao som de Charlie Parker, regado a muito ácool e a mais de 160 km/h - esse é o contexto em que Sal e Dean vivenciam suas idas e vindas pelas estradas americanas. Precursor da contracultura, On the road é sim a bíblia da geração beat. Ele não é um livro com um grande segredo da humanidade nem tem algo que vá mudar a sua vida de repente. Mas a obra em si traduz na medida ideal a geração encabeçada por Kerouac. São relatos, simples relatos de um cara que decide fugir do status quo difundido pelo american way of life na década de 40.


Neal Cassady e Jack Kerouac

E veja só: depois de ler o livro, Bob Dylan, Chrissie Hynde e Hector Babenco fugiram de casa e Jim Morrison fundou o The Doors. Eu terminei de lê-lo na semana passada, e até agora não montei nenhuma grande banda e nem fugi de casa. Admito que fiquei com vontade de apontar meu polegar pelas estradas afora e ver no que ia dar. Vim parar na capital gaúcha (de ônibus) para visitar meus amigos e ir ao show do Little Joy. Alguma coisa da loucura de Sal e Dean deve ter se inscrustado em mim. E isso é bom. É muito bom.

PS1: Como você deve ter percebido não há links para nenhuma mísera palavrinha escrita acima. Explicando: é que isso é meio trabalhoso, então larga pra Deus (digo, Google) o que quiser se aprofundar e deixa o Ornitorrinco aproveitar seu tempo na cidade grande.

PS2: A adaptação do livro para as telas do cinema sai em 2009 e vai ser dirigida pelo Walter Salles. E isso é tudo o que diz o IMDB.

PS3: Como virou moda aqui na Gangue isso de fazer posts com um determinado tema, é bem provável que eu volte com mais histórias da estrada. Quem sabe um sobre road movies...

PS4: A volta dos múltiplos PSs. Não perca a viagem e deixe seu comentário.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O elefante e o rinoceronte

Pelo título você deve ter presumido que a titia Ornie contaria aqui uma linda fábula ao estilo de “A lebre e a tartaruga” não é mesmo? Um final feliz onde os frascos e comprimidos (ahaha nunca esqueci esse trocadalho dito certa vez pelo sábio Cascão) dão a volta por cima e vencem no fim.

“Era uma vez, um belo e pomposo elefante cor-de-rosa que vivia alegre e sorridente nas selvas da África. Todo dia, na hora de se refrescar no lago, lá estava o elefante com sua tromba e toda a grandiosidade que lhe é atribuída. Do outro lado, o rinoceronte verde esboçava sua simpatia em suas inúmeras tentativas de fazer amigos, as quais não surtiam efeito. Todos os animais riam do seu jeitão desengonçado. Até que um dia...”

Ah, palhaçada esse post. Eu realmente não vou escrever uma fábula (mas quem sabe a história continue num post futuro...).

Para situar nossos queridos leitores, vou apenas comentar que a partir de hoje, nosso blog, que era inicialmente vinculado a uma disciplina acadêmica de jornalismo, está liberado. Mas não se desespere! A Gangue continua no seu ritmo cangurístico especialmente pra vocês.

No último fim de semana resolvi me presentear com uma coisa que eu não via há algum tempo: diversão. Primeiro, no sábado, eu, Limbo, Poodle e meu respectivo fomos ao cinema assistir ao (pasmem) recém-chegado por aqui, Ensaio sobre a cegueira. Ainda estou digerindo a cegueira branca e não vou fazer grandes comentários sobre o filme, só posso dizer que ele conseguiu perturbar – ponto pro Meirelles.

Depois do cinema, eu e meu respectivo fomos ao show de uma banda da qual ouvi falar muito bem, mas que eu até então não havia tido oportunidade de assistir. Entra aqui o elefante lá do título, alias, a pata dele. Cá está o blog da pata:


A Pata de Elefante é formada por Daniel Mossmann (guitarra e baixo), Gabriel Guedes (guitarra e baixo) e Gustavo “Prego” Telles (bateria).

O trio é instrumental, característica que não foi assimilada por alguns bois-cornetas durante o show que pareciam esperar o momento em que alguém da banda colocaria seu microfone de Sandy&Júnior e começaria a cantar. Esqueçam. A voz é dispensada. A melodia da guitarra supre a falta da voz. Justamente por não haver voz, a interação dos integrantes com o baixo, guitarra e bateria é uma espécie de introspecção coletiva que leva o público a alguns momentos de delírio musical.

É impossível ouvir a faixa Gigante, do álbum Um olho no fósforo, outro na fagulha (2008) sem perceber a nítida influência da surf music do The Ventures. Mas não é só através da música surfista que o elefante anda em suas próprias patas! A banda têm influências desde as clássicas trilhas do cinema de Ennio Morricone às músicas do bardo norte-americano.

Antes do elefante entrar triunfal com sua pata, não posso esquecer de mencionar o Rinoceronte. Ao contrário da espécime desengonçada da pseudo-fábula do início deste post, o Rinoceronte sabe fazer um bom e velho rock’n’roll. A banda é formada por Alemão Luiz Henrique (bateria), Cesar Marqueri (baixo) e Paulo Noronha (voz e guitarra). A influência de Led Zeppelin, The Who, Black Sabbath entre outros colossos do classic rock é perceptível nos primeiros acordes. Aqui está o blog da banda:

Nem preciso dizer que a Pata de Elefante e o Rinoceronte foram analisados pelo Ornitorrinco e aprovados pelo canguru!

Rápido: quantos mamíferos da classe mammalia você acabou de ler?

Beijos do saltitante ornitorrinco.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Armênia é aqui

Hipóteses de como cheguei ao site-assunto do post de hoje:
1. Talvez porque ouvi falar da Armênia essa semana.
2. Talvez porque não sei mais o que é diversão.
3. Por isso, o meu pico de divertimento da semana, até agora, foi assistir ao
programa MARA da terça à noite.

Talvez tenha vindo daí a relação que fiz em meu confuso cérebro entre a Armênia (cuja bandeira seria desenhada no anfíbio da milionária no programa) com um site excelente que acompanho há algum tempo: Os Armênios.

Os autores do site deixam bem claro que não são armênios. Aliás, eles são aqui de perto, de Passo Fundo (RS).
Bom, como eu estava dizendo, meu nível de diversão não anda lá grande coisa porque essa semana eu e toda a trupe gangueana (oié, neologismos) estamos enfadadas com um final de semestre caótico desse mundo de meu deus. Mas não se preocupe, querido leitor. Não vou fazer outro desabafo-way-of-life. Basta dizer que, embora cansadas, teremos ainda uma surpresinha aqui no blog para o final de semana.

Voltando ao site Os Armênios, os textos tratam de literatura, rock, cinema, contracultura, entre outras cositas más. Algumas tags como : bom prá ti que é um cavalo, repimbolantes e bocajão têm um nome meio peculiar, ok. Mas os textos trazem informações interessantes (pelo menos, ao gosto do ornitorrinco). Num deles, Rodrigo de Andrade fala sobre o velho safado, no texto intitulado O primeiro Bukowski a gente nunca esquece. Admito que até o momento li apenas duas obras do Bukowski, um romance e um livro de poemas. Em concordância com a teoria do texto, comecei pelo livro certo, Misto Quente. Ei, eu não sabia que o título era uma brincadeira com O apanhador no campo de centeio, mas sabia que o Chinaski é o pobre presunto esmagado pelo pão (seus pais).

Destaco os textos publicados pela Vovó Thatcher (a Margaret?) que seria, de certa forma, uma precursora do que a Gangue faz aqui. A coluna da vovó (não a vertebral) é destinada à divulgação de blogs e sites voltados para downloads de discos e dedicados à livre distribuição de material cultural.

No site você encontra ainda (todos com K no lugar do c) uma Biblioteca Armênia com algumas obras disponíveis, a Discoteca, com download de singles de bandas desconhecidas (para mim) e o Brique, que promete buttons, CDs e quadrinhos ainda não disponíves. Adepto do Copyleft, o site afirma : "Permitida a livre reprodução de todo o conteúdo do site. Pirateie e não peça para ninguém".

O site é Mara! Eu poderia seguir falando mais sobre o site aqui. Mas não quero. Essa é a hora em que eu finjo ser um ornitorrinco do mau e dou tchau (rimas uhu). Eu poderia concluir o post de uma maneira mais espetacular, mas serei mais singela, porque estou entretida (palavra feia) com o texto armênio que traz o artigo do NY Times em que Woddy Allen fala sobre seu ídolo Ingmar Bergman. Aliás, alguém já viu Vicky Christina Barcelona? Ah, para quem não sabe, sou fã do Woody... aaaaaaand she's gone.

Deixo aqui o trailer do novo filme do Woody.


Beijos do sagrado ornitorrinco.

PS1: Não percam a surpresinha do final de semana (tã-tã-tã-tã)...

PS2: Aliás, domingo é meu aniversário, aguardo meu presente, querido leitor ( que seja o SEU COMENTÁRIO) já me deixará alegre.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Qual é a Música?

Primeiramente eu gostaria de deixar claro que este post (apesar do nome) não possui qualquer ligação com o homem do baú, então não se preocupem nada aqui vai trocar de horário ou sumir da programação sem aviso prévio e eu não farei piadinhas sem graça e/ou constrangedoras. Deixando isso bem claro, vamos ao assunto de hoje...

No finzinho da semana passada a Poodle falou aqui no blog dos seus joguinhos da internet favoritos, bem eu fiquei com inveja e resolvi fazer o mesmo. Ao contrário da Poodle eu nunca fui viciada em joguinhos da web, até que, em alguma tarde fatídica das minhas férias de inverno do ano passado, tudo mudou. Era um dia monótono, “99 canais e nadinha pra assistir”, irmão malinha no computador e nada mais para ler (aquela altura das férias eu já havia devorado tudo, tinha até lido pela segunda vez O Senhor dos Anéis inteiro). Então, naquela velha desculpa que todo mundo usa (mas eu juro que essa vez é verdade), estava passeando pelos canais e acabei na MTV (naquela época ainda tinha MTV na Sky, não que hoje dia o canal faça muita falta...) e foi aí que tudo mudou.

Não lembro mais o nome do programa, era aquele que falava de coisas da internet e o Léo Madeira estava lá como convidado. Ele e a mocinha que apresentava o programa, cujo nome eu também não lembro (Luisa?? Não lembro mesmo, mas algo assim...) estavam jogando algo onde você ouvia a voz de alguma personalidade no VMB e tinha que acertar quem era. Achei interessante. Aí alguém (no programa) disse algo sobre outra versão do joguinho com trilha de filmes. Então, eu fiquei realmente curiosa pra ver o tal jogo.

Meu próximo passo foi me livrar do meu irmãozinho (que estava no computador), e vasculhar o maldito blog do programa atrás do link do jogo (de tanto trocar de canal acabei perdendo o nome do joginho). Algumas horas (ok, ok, minutos) depois eis que eu encontro o magnífico Flash Pops!!!!!

Fui logo abrindo a versão que dizia “Músicas de Filme”. O conceito do Flash Pops é bem simples (e o jogo é todo em português): são vários quadradinhos agrupados, clicando no play de cada quadrinho você escuta uma música e se sabe a resposta (que no caso do “Músicas de Filme”, como vocês podem imaginar, é a qual filme a música pertence), você a escreve abaixo no quadradinho e se ele ficar verde, PARABÉNS! você acertou!


Em busca de dicas e de mais joguinhos eu encontrei a comunidade do Flash Pops no orkut. Como eu esperava na comunidade você encontra dicas e respostas para os Flash Pops, além de inúmeros outros joguinhos similares. As versões do Flash Pops e de seus similares são muitas, então, vai aí uma lista das melhores (segundo a minha humilde opinião):

- Músicas de Filmes: Foi o primeiro que eu fiz e continua meu favorito. Existem três Flash Pops nessa categoria. Eu sugiro começar pelo primeiro (o azulzinho). Nele você encontra todas as trilhas clássicas (Indiana Jones, Star Wars, Psicose, Missão Impossível, 007....), sendo ele o mais fácil dos 3. No segundo e no terceiro essas trilhas mais clássicas (e portanto fáceis) vão se esgotando e conseqüentemente o jogo tornando-se mais difícil;

- Logos de Bandas: Bem o nome já explica tudo: você tem vários logos de bandas e deve identificar a qual cada um deles pertence. Eu, humilde cinéfila sem tantos conhecimentos musicais, só completei esse graças a ajuda do Orni e da Poodle (DICA: esse tipo de jogo é hilário de jogar em grupo);

- Capas de Disco: Esse funciona em duas etapas: 1ª etapa - identificar a qual banda cada um dos 36 álbuns pertence; 2ª etapa – responder o nome de cada álbum;

- Posters de Filmes: Esse é bem facilzinho. São 36 posters (bem conhecidos) para você responder a qual filme eles pertencem;

- Filmes de Animação: Ótimo para relembrar a infância, enquanto você tenta lembrar “a qual clássico da Disney essa maldita música pertence”. Se você completar os 50 quadrinhos e ainda estiver se sentindo nostálgico tente fazer o Desenhos Animados;

- Séries de TV: Last but not least, o joguinho onde você encontra os temas de abertura de (quase) todas as suas séries favoritas.

Se você está pensando que este post está acabando, você está redondamente enganado... Eu ainda tenho uma carta (leia–se jogo) na manga: O M&M Dark Chocolate – Find 50 Dark Movies. Lançado, até onde eu entendi, para o lançamento do M&M Dark Chocolate, o joguinho é um quadro onde estão escondidos 50 filmes dark, ou seja, basicamente, filmes de terror e/ou suspense.


Infelizmente ao contrário do Flash Pops o joguinho do M&M é todo em inglês. Os 50 filmes estão espalhados na imagem acima e as repostas são sempre jogos de palavras envolvendo figuras da imagem e os títulos (em inglês) dos filmes. Para responder você deve clicar na parte da imagem correspondente ao filme e escrever o nome dele na janelinha que aparecerá. Algumas dicas: Aquele bixo estranho saindo do recipiente de vidro é um besouro, o estado americano desenhado na bandeira rasgada é o Texas, a escada tem 39 degraus e (na minha opinião) as ovelhas deveriam estar “mudas” e não “surdas” para a brincadeira fazer sentido....

Agora sim chegamos aos “minutos finais” desse post. Boa Sorte a todos que se aventurarem pelos joguinhos (que estão aprovados pelo canguru!) e não esqueçam de comentar...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Top 5 - álbuns para iniciantes do rock

Cá estou, para a alegria de todos os mamíferos aquáticos ovíporaros desse mundo de meu deus. A minha idéia inicial do post de hoje é uma lista. Pensei em fazer uma outra que ficará para um post futuro, pois exige demais do ser eternamente duvidoso que sou.

Hoje falarei sobre os cinco álbuns que influenciaram minha vida na era posterior ao Girl Power (porque um dia o I wanna really really really wanna zigazig ha termina).Quando me refiro aos álbuns que influenciaram minha vida, não significa que estes sejam necessariamente os discos que eu mais goste. Faço aqui uma observação : TODOS eles são de uma época em que eu ainda comprava CDs com uma certa freqüência, nas divinas promoções da Multisom, quando eles custavam apenas 10 mangos. Enfim, esclarecendo a lista: são os 5 cds que marcaram a minha fase de transição nesse gênero que tanto me agrada.

Então vamos lá: Os 5 álbuns essenciais que fizeram meu gosto pelo rock.
(De 5 a 1, em ordem crescente).
5 - Nirvana Unplugged 2

Certamente todo mundo que se preze um apreciador do rock, algum dia, teve sua fase grunge ao som de Nirvana. Esse cd foi lançado em 2001 e traz as músicas mais conhecidas da banda. Apesar do Unplugged no título, o álbum tem várias faixas que não são acústicas. Destaque para The man Who sold the world, a qual, anos depois, eu viria a escutar na voz do camaleão do rock.
4 - Ramones Mania

Assim como o Nirvana, Ramones é discografia básica. A coletânea é de 1998. Sempre fui contra coletâneas, mas um cd com 30 músicas por apenas 30 pratas é tentador. Ao contrário da maioria (graças a Deus, penso eu) que atribui ao axé o ritmo do veraneio, acredito que Ramones é a música do verão. Ouvi incontáveis vezes I wanna live, mas destaco Needle & Pins e Bonzo goes to bitburg.

3 - Nevermind the bollocks – here’s the Sex Pistols

Impossível falar em punk sem mencionar esta obra-prima. Da capa às músicas, a obra em si é a apoteose do punk. Tudo o que veio antes e depois não interessa. Já disse o Joãozinho Podre "Nós inventamos o punk. Nós dizemos como as coisas são." Aqui as mais conhecidas Anarchy in the UK e God save the queen são as mais geniais.

2 - Creedence Clearwater Revival : Chronicle 1

Vou carregar pro túmulo o meu arrependimento de não ter comprado a outra parte desta coletânea, o Chronicle 2, quando custava apenas 10 pilas. Sem sombra de dúvidas, esse foi o cd que mais ouvi até hoje. CCR não é o estereótipo do sexo, drogas e rockn’roll mas todo fã do gênero gosta. Não é a banda preferida de ninguém, mas está sempre presente nas rodinhas de violão que se prezem. Destaque para Lodi, I heard it through the grapevine e Lookin’ out my back door.

1 - The Clash : London Calling

O Clash foi além do “vamo-quebra-tudo” do punk. A banda conseguiu fazer críticas sociais sem remeter ao anarquismo. Aqui, os movimentos de libertação, como o Sandinismo, foram o tema para as letras das músicas. Algumas faixas como Train in vain e Death or Glory fazem valer a pena ter este álbum em casa. Mas a melhor de todas, ever, é Lost in the supermarket. E é incrível como uma letra sobre compras no mercado consegue deixar aquela sensação de profundidade que poucas músicas conseguem. A capa do disco é mais do que o grito do protesto punk: ela é a própria essência do movimento.

Encerro meu post ao som das bombas espanholas, e deixo aqui um joguinho muito divertido, no qual você tem que reconhecer as capas de discos clássicos.

PS1: Gostou do joguinho? Aguarde que no post da Limbo Dancer de amanhã tem mais.

PS2 Deixe seu comentário com o Top 5 de discos que te fizeram gostar do rock.

PS3: Beijos do ornie.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A bolacha é o tesouro

O feijão que me desculpe, mas a bolacha é o ouro do besouro.
Ó céus, você se pergunta, essa gente do blog surtou de vez? Ainda não. Relaxa que o
Ornie explica. Se você clicar aqui vai entender a metáfora do feijão.

Para explicar vou retomar meu último final de semana na
terrinha da ervilha (por favor, não fique intimidado com a quantidade de leguminosas no post). Então lá estava eu na metrópole da Fenacitrus lendo uma matéria da edição da Rolling Stone de agosto (sim, minhas leituras ociosas andam atrasadas) sobre o retorno do vinil, popularmente conhecido por bolacha.

(Admirável mundo velho)

Cozinho feijão há alguns anos. Mas devo admitir que o vinil exerce um fascínio sobre mim muito maior do que qualquer iPOD, mp3 e derivados do mercado. Podem me chamar de nostálgica, anacrônica, ornie-maluco, whatever. O fato é que, segundo estimativa da Recording Industry Association of America, a venda de LPs em 2008 deve chegar a 1,6 milhão de discos. Isso significa que eu não sou a única lunática a preferir o som do vinil.

É claro que jamais cogitei a possibilidade de ouvir meu vinil enquanto ando num Bombeiros Faixa-Nova. A praticidade fica fora de questão. Porém, eu me refiro a todo o trabalho contido na embalagem do disco, com as fotos enormes da banda, prazer que cd nenhum pode proporcionar. Sem falar na alta fidelidade sonora. É claro que há controvérsias, afinal de contas, com toda a tecnologia desenvolvida hoje não faz sentido o som do vinil ser melhor do que o som do cd ,não é? Não seja medíocre! O blog de Roberto Bechtlufft tem uma postagem sobre o assunto. Clique aqui para visualizá-la. Na verdade minhas constatações são meramente pessoais, ou seja, o ornitorrinco prefere a bolacha.

Voltando ao fim de semana, tive a visão paradisíaca de uma estante abarrotada de LPs (pertencente à minha fonte secreta). Dentre as centenas de discos, selecionei categoricamente alguns para ouvir. Enquanto o dilúvio caia lá fora, eu estava preocupada em encontrar um toca-disco para meus recém adquiridos tesourinhos.

Como nada na vida é fácil, depois de três toca-discos inoperantes e de tentativas frustradas de consertá-los, voltei para meu habitat atual. Fui em busca do toca-disco pelos brics da cidade. Encontrei um que apresentou o mesmo problema dos anteriores: o prato não girava. Saldo do fim de semana: 18 LPs e 0 toca-disco. Nas minhas andanças pelo cibermundo deparei-me com um blog que tem tudo a ver com o assunto e com a minha busca incessante. O blog A arte em toca-discos de Joaquim Martins Cutrim traz toca-discos magníficos. Os exemplares custam a bagatela de um sistema digestivo (ou seria digestório? Eu nunca sei) completo.

O blog A arte em toca-discos é MARA!

PS1: Faça um ornitorrinco feliz: se você conhece alguém que tem um toca-disco em bom estado e queira vendê-lo deixe seu comentário, ou se preferir me presentear em honra do meu aniversário que está próximo, ficarei bem contente^^.

PS2: Mesmo que você não conheça ninguém que venda um toca-disco e nem queira me presentear com um, deixe seu comentário.

PS3: Fique atento para a próxima promoção da Gangue. Você pode ser o ganhador. Em breve...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Feijão psicodélico

Esse fim de semana ocorreu um fato decepcionante para mim. Aliás, não só para mim, mas para outras 765244 pessoas que são membros da comunidade Discografias do Orkut.
No entanto, para falar sobre essa questão, eu teria que tecer aqui uma abordagem envolvendo direitos autorais, propriedade intelectual, copyright e pirataria. É interessante ressaltar que a Lei 10.695, de 01 de Julho de 2003 altera partes do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 acrescentando ao artigo 184, §4º, que ressalva que a criação de uma cópia pelo copista para uso próprio e sem intuito de lucro, do material com direitos autorais, não constitui crime.
E o que o ornitorrinco quer dizer com isso?

Bom, simplificando:
Todo mundo sabe que é ilegal baixar músicas no formato mp3 pela internet, certo?
E todos sabem que para comprar aquele cd que a gente tanto deseja, é preciso vender, pelo menos, o rim esquerdo. Vejo pelo exemplo de um cd que quero adquirir há mais de um ano e que o preço mais acessível que encontrei é de
R$ 53,85 (fora o frete).

Para não entrar no âmago da questão, falarei sobre “cozinhar o feijão”.

Dia desses fui cozinhar feijão pela comunidade Discografias e eis que todos os links para os grãos de feijão haviam sumido. Existe lá um abaixo-assinado para salvar a comunidade, ou melhor, o pé de feijão (adoro analogias absurdas). Parti então em busca de outros sites que disponibilizam feijão e encontrei o blog Lágrima Psicodélica.

O blog que se denomina underground, teve sua primeira postagem no dia 18 de setembro de 2005. No momento em que eu visitei o blog, havia 50 pessoas on-line. E, se meus conhecimentos de aritmética me permitem inferir, há 28 perfis de blogger colaboradores.
A primeira coisa que chama atenção no blog é o template, que fica passando fotos de bandas e artistas importantes no cenário do rock, como AC/DC, Sex Pistols, Rolling Stones, Raul Seixas, entre outros. A quantidade de elementos visuais que poluem a tela me deixaram nervosa no início, mas depois acostumei com a sua aparência. Apesar desses elementos, a caixa em que o texto é escrito é branca, o que torna a leitura mais “limpa”. Além disso, o fundo do blog é composto por estrelas, como se fosse um céu de uma noite de verão no campo (muito legal mesmo).

Quanto ao conteúdo, o Lágrima Psicodélica trata de mp3, filosofia, rock’n’roll e novas tecnologias. Devido à quantidade de informações contidas no lado direito da tela, demorei um pouco para encontrar onde estão os marcadores. As categorias são divididas em Bandas e Artistas Internacionais, Bandas e Artistas Nacionais,Ví­deos, Diversos e Dicas para Ripar, Hospedar e Baixar .

Coincidência ou não, ontem eu estava procurando o álbum da banda Cowboy Junkies, e encontrei (pasmem) no post de ontem do Lágrima Psicodélica, os links para 11 álbuns deles, inclusive o que eu procurava.

O blog é classificado como MARA! Pois é de extrema utilidade para os apreciadores da arte de cozinhar um bom feijão psicodélico.

Encerro minha postagem de hoje ao som de Blue moon revisited, terceira faixa do álbum The Trinity Session (1988), do Cowboy Junkies.