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domingo, 19 de abril de 2009

canções, versões e outras criatividades (parte 1)

Tudo começou em uma quente tarde de verão quando, na casa de papai, este genitor contribuiu para o meu crescimento intelectual ao tocar no seu mini system um álbum que ele havia criado ( leia-se baixado músicas no mercado de compartilhamento gratuito e gravado-as em um cd virgem) com várias versões. A que mais ficou gravada na mente foi uma versão de Bob Dylan (infelizmente, ou felizmente, eu não gosto muito dele) cantanto Creep, do Radiohead. Papai, porém, foi bastante simpático na escolha do repertório, incluindo "What a Wonderful World" interpretada por Joey Ramone.

O tempo se passou e, numa bela madrugada (do dia 17/04) , um tanto triste por assuntos pessoais (que, obviamente, não vem ao caso), eu e o Petit vimos a coisa mais horrenda e engraçada que poderia existir naquele momento*. Os convidados da noite no Jô eram Inri Cristo e as Inriquetes. Dá uma olhada nas músicas que estas discípulas do di... ops, digo, do Inri Cristo, versionaram.



"Estava ali vendo a tv, sem enteder o porquê"
Eu também, eu também...

Decidi então, fazer o post de hoje com versões, no mínimo esquisitas de músicas, e a Limbo me agraciou com uma criação do quarteto-capela Moosebutter performada por Corey Vidal. Se você adora Stars Wars (ou o compositors e pianista John Williams) e não viu este vídeo, você não é um nerd/músico que se preze.




No site do Moosebutter você pode curtir (nossa, que Kzuka isso) outras criações do quarteto, incluindo uma versão sobre Harry Potter para Pretty Woman. Já o vídeo acima fez tanto sucesso que dá (ou nem precisa dar, trocadalho péssimo) pra achar vários vídeos bolados a partir do primeiro, como este, o Frog Wars.

Com a quantidade de versões estranhas por aí, tenho certeza que farei um novo post pra você, leitor, rir mais um pouco (ou não).

Beijos do Okapi.

*tá, essa é a minha opinião, o Petit disse que elas são interessantes quando cantam e dançam na palavra assanhar.

domingo, 22 de março de 2009

O tesouro de Willy Caolho

"I will never betray my goon dock friends
We will stick together until the whole world ends
Through heaven and hell, and nuclear war
Good pals like us, will stick like tar
In the city, or the country, or the forest, or the boonies
I am proudly declared a fellow Goony."

Vocês certamente não se lembram desse solene juramento. Mas tenho certeza que aqueles que tem a minha idade ou mais vão se lembrar de um dos filmes mais marcantes da nossa infância: Os Goonies. O juramento foi excluído do filme, mas se não fosse, teria sido repetido por milhares de crianças depois de assistir o magnífico filme de 1985.







Graças aos relançamentos em DVD, tive outro dia uma noite nostálgica com os três De Volta Para o Futuro e Os Goonies. Eu não me lembrava de tudo que se passava no filme, mas lembrava que era bom. Admito que tive medo de me decepcionar, mas isso não foi nem um pouco o que aconteceu. Estou num momento de obsessão. Não só por Goonies, mas, por causa deles, também por Cyndi Lauper. O vídeo de The Goonies R Good Enough vale a pena ser assistido. Se não por qualquer outra coisa, pela participação "incrível" de Steven Spielberg.





Os anos 80 são uma das minhas décadas preferidas que eu não vivi (mesmo porque eu só vivi a de 90 e esses anos iniciais do século XXI...). Por mais que tudo pareça sintético, a música era divertida, as pessoas se vestiam como queriam e os filmes tinham aquela cara de baixo orçamento, que era compensada com a história mara. Não que os anos 90 não tenham sido legais, mas os 80's têm um charme ao qual eu não resisto. Por mais brega que eles normalmente possam parecer.

Não, eu não gosto de mullets. Eu não uso saias de tule (o tempo todo). E meu cabelo não tem cor de algodão doce. Acho que minha fascinação é inexplicável.

Mas, voltando aos Goonies, uma das minhas lembranças mais vivas relacionadas ao filme (depois do "Sloth gosta de chocolate") não está no filme. O jogo de videogame dos Goonies, com a trilha da Cyndi Lauper em midi, marcou minha infância, e acredito que a de muitos de vocês também. Existe uma edição de 20º aniversário para computador. É só baixar e jogar.




Esse post foi para marcar minha volta ao GdH e para lembrá-los das coisas boas que passaram e que ainda estão aí, graças à tecnologia. Meus filhos assistirão Os Goonies. Espero ainda achar em DVD ou conseguir baixar outro filme que me marcou muito, Pagemaster: O mestre da fantasia, gentilmente doado a mim em formato VHS pela Poka. Lamento não possuir um videocassete, mas assim que conseguir esse filme em formato assistível, forçarei toda a gangue a fazê-lo. Não são muitas pessoas que lembram de Pagemaster... trauma da minha infâancia... junto com Patrine, que ninguém lembra também.

Bem, volto semana que vem com mais um post que, com alguma sorte, será mais informativo que este. :) Beijinhos.

terça-feira, 17 de março de 2009

Sparkling Vampires???

AVISO: Esse post é sobre Crepúsculo. E não, eu não gostei do filme. Ou do livro. Sim, eu tenho consciência de que esse texto pode (ou não) levantar a ira de fãs que me perseguirão com tochas e foices. (Aliás, alguém sabe me dizer se o Stephen King está vivo?)

A primeira vez que eu ouvi falar em Crepúsculo foi quando vi o cartaz do filme com a placa de “em breve” na entrada do cinema (um em breve, que na verdade nem foi tão breve assim, já que isso foi bem antes da estréia do filme). Eu devia estar desatenta, pois o fenômeno passou despercebido aos meus olhos, até aquele momento em que a Poodle apontou o cartaz interessada, pois era sobre vampiro (ela adora histórias com vampiros, a exceção de Crepúsculo, claro). Lembro também de alguém dizendo (acho que foi o Orni, mas não tenho certeza) que era adaptação daquele livro com a capa bonita da mão segurando a maçã – confesso que já tinha visto o tal livro milhares de vezes, sempre reparando na capa, que realmente é muito bonita, mas nunca no título. Enfim, Crepúsculo parecia ser um filme levinho sobre vampiros, mas mesmo assim na época eu achei que valia a pena dar uma chance a ele.

Capa e na minha opinião melhor parte de Crepúsculo

Acabei mudando de idéia algum tempo depois. Li uma entrevista curtinha da autora do livro, Stephenie Meyers, acho que na revista Set, e me decepcionei. Na entrevista Meyers dizia não gostar de histórias de vampiro ou terror e confessava não ter lido nenhum livro ou assistido nenhum filme com a temática. Como fã do gênero eu julguei que seria muito difícil eu gostar de Crepúsculo, pois as comparações seriam inevitáveis.

Infelizmente eu não costumo escutar meus próprios conselhos. Eu não só fui assistir ao filme como fiz uma fracassada tentativa de ler o livro – eu juro que tentei ler Crepúsculo, mas para o bem da minha sanidade física e mental eu fui obrigada a abandoná-lo pouco antes da sua metade.

Não vou nem comentar em muitos detalhes a escrita da Stephenie Meyer, que na minha modesta opinião é muito fraquinha. Na verdade nem sei dizer exatamente o que me fez desgostar do texto de Meyers logo de cara. A impressão que eu tive lendo o livro é que algo estava faltando. É como se o texto dela não tivesse personalidade. Faltam adjetivos - que até existem, mas são mal explorados, sempre usados para descrever a “beleza” do Edward, bla bla bla - faltam articuladores, faltam diálogos interessantes e menos óbvios. Não fariam mal também personagens mais profundas e melhor desenvolvidas.

Mas, como eu não terminei de ler o livro é melhor deixá-lo de lado e me concentrar no filme. Vou confessar pra vocês que não existe nada em Crepúsculo que eu tenha gostado, mas não vou ficar aqui listando defeitos. Vou citar apenas dois:

Eu entendo que a Stephenie Meyers quisesse criar a uma mitologia própria para os seus vampiros, entretanto, ignorar (praticamente) tudo que se escreveu anteriormente sobre vampiros e manter apenas o fato deles se alimentarem de sangue, é no mínimo irritante. Todo autor adapta o mito dos vampiros a sua obra, incorporando características novas a criatura e talvez até eliminando algumas, mas se você tirar todas as características do que se entende por vampiro, ele passa a ser apenas um ser pálido e imortal que bebe sangue. De todas essas características que Meyers ignorou e daquelas que ela acrescentou eu só tenho uma coisa a dizer:

SPARKLING VAMPIRES!!!!????!!!!!?????????????!!!!!!

Nada, e eu repito NADA no mundo é capaz de me fazer enxergar qualquer lógica em vampiros que brilham como um disco globe quando expostos ao sol. O sol é uma das fraquezas dos vampiros você não pode ter uma criatura sobrenatural (super-herói, monstros, vilões, whatever!) sem um ponto fraco.

Meu segundo grande problema com Crepúsculo (de muitos que não vou citar aqui) é a falta de química entre o casal principal. É sério, não existe química alguma entre eles. A tensão que deveria surgir do relacionamento platônico deles simplesmente não existe. Quem não está entendendo, assista o vídeo abaixo e veja o que é a química da qual eu estou falando. A cena é da série de TV True Blood e a situação é semelhante: mocinha mortal e vampiro, mas a interação entre os dois... E antes que alguém venha argumentar que o relacionamento de Bill e Sookie (de True Blood) não tem nada de platônico, eu esclareço que me refiro aos primeiros episódios da série, quando a relação dos dois era tão inocente quanto a de Bella e Edward (Crepúsculo):



Pra quem quiser comparar eis aqui Bella e Edward:



Enfim, por hoje era só. Vamos agora aos PSs do dia:

PS1: Eu, Limbo Dancer, agora também posto minhas idéias insanas no Prime Time, a única diferença é que lá essas idéias são relacionadas a séries de TV. Assim eu incomodo menos vocês com o meu vício por série. Ahhh lá eu escrevo sobre o 'pseudônimo' Paula Potter (nenhuma ligação com o Harry).

PS2: A Poka manda avisar que o post dela de amanhã provavelmente será adiado para a quarta-feira devido a conturbada vida de estudante de jornalismo no 5º semestre.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Limbo Dancer 3D

Eu ainda lembro de ler na SET em meados de 2008 sobre a nova tecnologia 3D que surgia em algumas telas do país, com Viagem ao Centro da Terra. O novo formato seria uma das grandes apostas da indústria cinematográfica na luta contra DVDs, TV a cabo, pirataria etc. Na época eu pensei que passariam anos para que eu finalmente pudesse experimentar a nova tecnologia – até porque a matéria dizia haver apenas 6 salas com suporte para o formato no país. A espera acabou não sendo tanta, no último sábado eu aproveitei o passeio a capital para conferir o tal novo 3D. Nem me importava o filme, eu estava disposta a assistir qualquer coisa em nome da curiosidade (ok, se o filme em questão fosse Hannah Montana e Miley Cyrus show: O melhor de dois mundos eu teria mudado de idéia, but anyaway...)

Qual foi a minha surpresa ao descobrir que o filme em questão era Coraline e o Mundo Secreto. A animação dirigida por Henry Selick (O Estranho Mundo de Jack – único filme que pode ser usado como especial de Natal e de Holloween) e baseado no romance de Neil Gaiman (Sandman), sobre uma menina que encontra na sua nova casa uma porta para um mundo paralelo habitado por versões “melhoradas” da sua família e vizinhos, estava na minha lista de filmes a assistir desde que eu vi o primeiro pôster dela a sei lá eu quantos meses atrás.

"Tenha cuidado com o que desejas"

No sábado então lá estava eu, 18 reais mais pobre (com o desconto de estudante) e tão animada quanto qualquer uma das criançinhas que invadiam a sala felizes com seus óculos 3D – que não são mais de papelão e nem tem lentes azul e vermelha. Era possível perceber que grande parte do público que enchia (mas não lotava) a sessão também era marinheiro de primeira viagem nesse negocio de 3D. Quando o filme estava finalmente começando e a mensagem na tela mandava que colocássemos os “nossos” óculos deu para sentir (e ouvir) a ansiedade de todos. A empolgação só aumentou quando a primeira imagem “saltou” da tela (mesmo que fosse apenas o logo da Dolby Digital) e durante os trailers todos de filmes em 3D que devem ser lançados no futuro próximo.


Confira o trailer de Coraline

Coraline começou com uma agulha deixando a tela e indo em nossa direção, porém, não foram muitos os objetos ou personagens que “saltaram” da tela durante os cerca de 100 min de filme. A animação usa o 3D para imergir o público no mundo (ou melhor, nos dois mundos) da personagem título, e evita o óbvio e fácil recurso de “atirar” objetos e personagens nos espectadores. As poucas vezes em que tal cena aconteceu, entretanto, foram recebidas com grande entusiasmo do público justamente porque o recurso não foi banalizado.

Eu deixei o cinema com uma boa impressão do novo formato de três dimensões. O 3D deu um charme a mais ao já fantástico visual de Coraline. A tecnologia estava a serviço do filme e não o contrário. O restante do público também pareceu simpatizar com o formato, principalmente as crianças que pareciam completamente imersas no universo de Coraline. Quase no final do filme uma das criancinhas até gritou um “eu sei” animado indicando que sabia o que aconteceria a seguir, eu suponho. A única coisa triste foi ter que devolver os óculos no final, eles seriam uma ótima lembrança, mesmo não tendo utilidade alguma fora das salas de cinema.

Coraline e seus "outros país"

PS. Será que eu to ficando megalomaníaca? Esse é o 3º post com o meu “nome” no título...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Reza a lenda...

Em 1975, um problema na produção de Tubarão transformou o filme de estréia de Steven Spielberg, no primeiro blockbuster do verão americano. Como próprio Spielberg declarou em várias entrevistas, dificuldades na criação da grande estrela do filme, o tubarão - ou Bruce, apelido que recebeu em “homenagem” ao advogado de Spielberg – o levaram a decisão de “esconder” Bruce por grande parte do filme. No fim foi justamente esse mistério ao redor do tubarão – com uma grande ajuda da brilhante trilha sonora composta por John Williams – que fizeram do filme um grande clássico do cinema.


Assim como essa, existem inúmeras outras histórias geniais sobre o que acontece nos bastidores da sétima arte. Nesse post eu separei algumas que por alguma razão jamais saíram da minha memória, mesmo que eu tenha escutado-as há um bom tempo. Elas não têm a pretensão de serem as melhores, ou mais interessantes, ou mais engraçadas, ou mais escandalosas histórias de bastidores de todos os tempos, mas por alguma razão eu gosto bastante de todas elas e espero que vocês também gostem.

Reza a lenda que durante as filmagens da primeira versão de Sabrina – não a aprendiz de feiticeira, por favor – em 1954, Humphrey Bogart – que na minha cabeça sempre será associado ao Rick, personagem dele em Casablanca – não aprovava a sua companheira de cena, e par romântico no filme, Audrey Hepburn dona da personagem título. Eu lembro que desde a primeira vez que eu assisti a esse filme eu estranhei o fato que Bogart não consegue convencer que está apaixonado pela personagem de Hepburn. Anos mais tarde eu descobri que a falta de química do casal em cena era conseqüência do relacionamento dos atores fora dela. Em 1995, Sydney Pollack refilmou Sabrina, com Harrison Ford e Julia Ormond nos papeis que foram de Bogart e Hepburn e sem conflitos entre os protagonistas.

Hepburn e Bogart em Sabrina (1954)

Ford, aliás, tem o crédito de uma das grandes falas do melhor Star Wars de todos os tempos – Star Wars – Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980). Dizem que na cena em que a princesa Leia diz a Han Solo, personagem de Harrison Ford, que o ama quando ele está prestes a ser congelado, a resposta original do script era ele dizer que também a amava. Ford, porém, achava que a resposta não condizia com as atitudes do personagem, então quando Leia declara desesperada que o ama Solo/Ford responde apenas “I know” ou em português: “Eu sei”.



No ano seguinte (1981), Ford fazia sua estréia como Indiana Jones em Caçadores da Arca Perdida. Originalmente no roteiro do filme na cena em que Jones é confrontado por um homem com uma espada, ele deveria defender-se usado o seu – famoso – chicote. A cena, entretanto, estava demorando muito para ficar pronta e equipe de filmagens estaria supostamente sofrendo com uma intoxicação alimentar. Reza a lenda, então, - eu sei, eu sei, “reza a lenda” de novo, mas eu adooooro essa expressão e ela é perfeita pro post de hoje, então deixa eu me divertir – como eu ia dizendo reza a lenda que alguém sugeriu a Spielberg (diretor do filme) “por que ele simplesmente não atira no cara?”, dando origem a mais uma cena clássica. Na segunda aventura de Indiana Jones – Indiana Jones e o tempo da Perdição – a cena se repete, porém, desta vez, Indy não tem a sua arma para atirar.



Para terminar, eu não poderia deixar de fora desse post o meu filme, ou melhor, trilogia favorita. Então representando O Senhor dos Anéis, está a segunda parte dessa trilogia: As Duas Torres. Reza a lenda (última vez, eu juro), que a (genial) cena da batalha do Abismo de Helm demorou 4 meses para ser filmada, sempre a noite e debaixo de chuva. Reza lenda também, (há! Eu menti, mas eu prometo que ESSA é a última vez) que a cena foi tão trabalhosa e difícil de ficar pronta que os atores e dubles envolvidos fizeram, após a conclusão da (maldita) cena, uma camiseta dizendo: “"I survived Helms Deep" – “Eu sobrevivi ao Abismo de Helm”.

O meu "tempo" está acabando e as muitas histórias que ficaram de fora, eu guardo para, quem sabe, um futuro próximo (ou não). Por hoje é só.. não deixem de comentar!

bjinhos

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Quem ri por último...


Morre antes?

Hoje completa exatamente um ano da morte do ator Heath Ledger. E é inevitável que nesta data nada querida muita gente nessa blogosfera de meu deus comente a ocasião. Inclusive aqui na Gangue a Limbo já falou sobre isso.
Ta e daí ? - você se pergunta, troca o disco ornitorrinco e fale sobre o BBB9. AHAHA, faz-me rir leitor.
Bom, o fato é que embora o Coringa tenha se imortalizado para mim na arrebatadora interpretação de Heath Ledger, a minha memória relacionada a este ator me leva involuntariamente um pouco antes no passado. Sim, 10 coisas que eu odeio em você foi uma espécie de hino da minha (pré?) adolescência. Eu que tenho um certo receio com comédias românticas – afinal de contas elas sempre caem nos mesmos clichês e lugares-comuns – essa, em especial, apesar de ter a sua dose homeopática de água-com-açúcar, é agradável de se assistir – tanto que já a vi umas três vezes .

Além do mais a história é baseada na peça de Shakespeare (nada mal para uma comédia romântica, não?) e aborda justamente as situações da vida de um adolescente. A cena de Ledger cantando I can’t take my eyes of you faz qualquer menina nos seus 13 anos se encantar por ele...(suspiros). A trilha também é MARA! E eu não poderia deixar de citar o poema que deu origem ao nome do filme, e que – admito – copiei inteiro na minha agenda naquela época. Tudo isso colaborou para fazer de mim mais uma fã do ator.

Lembro ainda de Heath na aventura legalzinha Coração de Cavaleiro, que também assisti mais de uma vez em reprises na TV, na qual Ledger está puro charme e coragem naquela armadura medieval.

Só que Ledger não foi apenas um ídolo de meninas taradinhas: ele foi além. E despido de qualquer preconceito beijou Jake Gyllenhaal no controverso e ótimo O Segredo de Brokeback Mountain. Mais tarde, despido de qualquer vaidade, transformou-se – acho que aqui cabe uma transformação a la Gregor Samsa – para entrar na pele do maior vilão de Gotham City. Não, ele não virou uma barata, refiro-me à metamorfose no seu sentido pleno. E acertou em cheio. Lembro de quando vi o semblante do Coringa na tela do cinema : fiquei arrepiada. Poucas coisas além do bom rock’n’roll fazem com que eu me arrepie – e Heath Ledger no papel de Coringa conseguiu tal façanha.

Semana passada, por influências caninas (leia-se da Poodle) peguei na locadora um filme com Ledger que eu ainda não havia assistido : Os irmãos Grimm. O outro irmão é interpretado por Matt Damon, cujo trabalho perdeu todo e qualquer respeito para mim depois de Team America.

Bom, mas voltando à data de hoje, há 365 dias lá estava eu me preparando para ir na casa da Limbo de noite, era em torno de 19h quando liguei a TV na CNN e me joguei na cama. O sono estava quase tomando conta do meu ser quando ouvi falarem que “ator é encontrado morto em apartamento”. Pensei que estava ainda dormindo e tivesse entendido mal o inglês. Abri primeiro o olho esquerdo, depois o direito e ergui a cabeça : as imagens do corpo sendo levado na maca tiveram um efeito estranho sobre mim. Eu não o conhecia pessoalmente, ele não ia fazer falta no meu cotidiano.

Talvez naquelas imagens estivesse escondida a metáfora de que um dos ídolos da minha (pré?) adolescência se foi, assim como essa época de minha vida que também já partiu há algum tempo. Foi um baque, uma sensação de incredulidade. Achamos que as celebridades por terem suas regalias não são de carne e osso. Mas elas são tão humanas quanto nós. E estão fadadas às mesmas tragédias e fatalidades que acometem qualquer um de nós, reles mortais.

Em algum momento de The Dark Knight, Harvey Dent diz: “Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Fora de Gotham City essa frase cai como uma luva no caso de Heath Ledger. Morto jovem, tido como um herói, o ator foi comparado até mesmo a James Dean pela carreira curta mas expressiva. Se tivesse vivido o bastante talvez fosse esquecido em meio a filmes medíocres feitos na meia-idade.

Prefiro acreditar que não. Prefiro acreditar no talento da interpretação deste ator que ficou no meu imaginário como herói pop e, mais recentemente, como vilão da risada mais peculiar do cinema. Ele não riu por último, mas seu riso sinistro se tornou inesquecível.


PS: Vocês viram a lista dos indicados ao Oscar? Heath Ledger foi merecidamente indicado como Melhor ator coadjuvante.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

In Memoriam

Ontem à noite quando Demi Moore subiu ao palco do Globo de Ouro para anunciar o prêmio de melhor ator coadjuvante em cinema, eu involuntariamente prendi a respiração, sentei melhor no sofá e aguardei imóvel enquanto a sra. Ashton Kutcher lia os nomes dos indicados até chegar ao momento do “And the Golden Globe goes to...”: Heath Ledger. A ilustre platéia aplaudiu em pé, enquanto o diretor Christopher Nolan (The Dark Knight), subiu ao palco para receber o prêmio em nome do ator.

Ledger como Joker (Coringa)

Essa foi a segunda vez em menos de uma semana que eu testemunhei essa cena. Na última quinta Heath ganhou o Critics Choice Awards, na mesma categoria. E ainda assim, aquela cena me emocionou, confesso que quase derramei algumas lágrimas.

Mal posso acreditar, na próxima semana fará um ano da morte de Ledger. Eu ainda lembro claramente do momento em que me contaram que o ator havia falecido. Foi na noite em que eu e as meninas da Gangue mais alguns colegas fizemos a nossa sessão de A Fantástica Fabrica de Chocolate (a versão do Tim Burton) com guloseimas. O Orni, como sempre atrasado, me perguntou pelo msn se eu tinha ficado sabendo que o Heath Ledger tinha sido encontrado morto.

Minha primeira reação foi achar que era brincadeira. Chequei se não estávamos no primeiro de abril, mas ainda era 22 de janeiro. Pensei que pudesse ser uma brincadeira de mau gosto da campanha de marketing de Batman – O Cavaleiro das Trevas. Mas não, nada fazia sentido.

É engraçado porque, eu sempre achei estranho quando eu via pessoas tristes e chorando por famosos que elas nem ao menos conheciam. E agora lá estava eu na mesma situação. Eu ainda não descobri o que me fez sentir tanto a morte de Ledger. Talvez porque há meses eu acompanhava a campanha de marketing do Batman, toda centrada no Coringa, personagem de Ledger, ou pela forma inesperada como ele morreu... Não sei. Mas, eu fiquei realmente triste pela perda do ator, não apenas aquele sentimento de “ah, que pena... ele era tão novo etc, etc...” que a gente tem quando vê esse tipo de notícia na TV.


Há alguns meses atrás eu finalmente assisti ao melhor filme de 2008, Batman – O Cavaleiro das Trevas. E eu me lembro de pensar, ao final do filme, quando o nome de Heath surgiu na tela e as pessoas já estavam todas de pé próximas a saída da sala. Eu lembro de pensar que aquela era a penúltima vez que eu veria aquele nome nos créditos, e esse era um pensamento tão triste. Eu lembro de deixar o cinema sem palavras, em parte por causa do excelente filme que eu tinha acabado de assistir, em parte pela tristeza de ter assistido o penúltimo e genial trabalho de um grande ator.



Acho que o que eu senti ontem foi uma variação desse mesmo sentimento. Uma mistura de alegria, por ver um trabalho tão magnífico ser reconhecido daquela forma, e tristeza pela certeza que aquela era uma das últimas oportunidades de ver o talento desse grande ator reconhecido.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Once again, Limbo Dancer, proudly, presents...

Sabe aqueles clássicos do cinema que todo mundo fala e parece que só você não assistiu? Aí depois de um tempo você resolve se render ao que parece ser o universo inteiro conspirando para que você o assista e vai até a locadora buscar o maldito filme... Senta para assistir pensando que não tem como ele ser tão bom quanto todos dizem... Então quando finalmente os créditos sobem e você deixa de fazer parte da minoria excluída que nunca assistiu ao suposto filme, tudo que você consegue pensar é: Como eu vivi até hoje sem assistir a isso??? Soa familiar para mais alguém, ou eu é que sou maluca mesmo?

Tyler Durden (Brad Pitt) em Clube da Luta

Enfim, a cena que eu descrevi a cima, fez parte do meu sábado à noite nesse fim de semana. Com preguiça de sair, eu e a Poodle decidimos ficar em casa e assistir um (ou dois) filminho(s), resolvi tirar da prateleira a última aquisição do meu projeto de futura coleção de DVDs: Clube da Luta. Eu tinha comprado o filme há quase um mês e ainda não tinha tido tempo de assisti-lo. Duas horas depois eu me perguntava como vivi 20 anos sem assistir a Clube da Luta?
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Interrompemos esse post para o compartilhamento de um pensamento aleatório do fim de semana:

O Brad Pitt é bonitinho demais para o seu próprio bem!!! É sério! Se ele fosse um pouquinho mais feio ele seria um ator bem mais respeitado. Mas por causa do seu lindo rostinho as pessoas esquecem o quão bom ator ele é. Não acredita? Passe na locadora e retire Clube da Luta ou 12 Macacos.
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Comentários aleatórios a parte, voltamos ao post. Essa lista de filmes clássicos é bem vasta e não tem só filme velho não. Pra mim filmes bem recentes como a trilogia O Senhor dos Anéis, ou The Dark Knight (Batman – O Cavaleiro das Trevas) já são clássicos e devem ser assistidos. Clássico não tem necessariamente relação com idade, mas é claro que o tempo ajuda a distinguir os longas que serão esquecidos dos verdadeiros clássicos. Há, entretanto, filmes que você tem certeza no instante em que você acabou de assistir que daqui a 30, 40 as pessoas ainda sentarão para vê-lo.

Existem inúmeras listas de melhores filmes de todos os tempos por aí, eu particularmente gosto da do AFI (American Film Institute). O AFI tem na verdade uma série de listas (clique aqui para ver todas). A primeira delas intitulada 100 Years... 100 Movies, foi uma homenagem aos 100 anos do cinema norte-americano comemorado em 1998, e lista, como vocês podem imaginar, os 100 melhores filmes americanos de todos os tempos. Quase 10 anos depois em 2007 o instituto lançou uma nova versão da lista original (100 Years... 100 Movies – 10th Anniversary), acrescentando alguns filmes da última década.

Recentemente o Instituto Americano de Cinema (AFI) lançou, ainda, a lista de 10 melhores longas em 10 gêneros diferentes, a 10 Top 10 (nessa eu votei). Outra lista interessante do AFI é a de 100 melhores frases do cinema (100 Years... 100 “Movie Quotes”).

Rhett Butler (Clark Gable) no exato intante em que ele diz o famoso: " Frankly, my dear, I don't give a damn." em E o Vento levou

A revista Bravo! também resolveu opinar no assunto e lançou uma edição inteirinha dedicada aos 100 filmes considerados por eles essenciais para a história do cinema. O legal dessa lista é que ela não traz só filmes norte-americanos. (Clique aqui para ver a lista completa).
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Interrompemos esse post novamente para compartilhar mais um pensamento completamente aleatório:

Porque, querido leitor, toda santa lista de 100 melhores filmes do cinema tem Cidadão Kane no primeiro lugar?? Os três exemplos que eu citei até agora, as duas listas do AFI e a da Bravo! começam iguaizinhas: Cidadão Kane, seguido de O Poderoso Chefão...
... deve ser o universo conspirando pra mim assistir Cidadão Kane.
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De volta ao post. A última lista que eu trago para vocês hoje é bem recente. Os leitores da revista inglesa Empire escolheram os 100 maiores personagens da história do cinema (Clique aqui para ver a lista completa). A lista é bem mais nerd que as anteriores, pra vocês terem uma noção Star Wars aparece 6 vezes na lista. Talvez por isso essa seja a lista que mais filmes eu assisti (um total de 60 dos 100 personagens lembrados).

Darth Vader, fomoso vilão da saga Star Wars e 2º colocado na lista da Empire

Ok era isso. O que você ainda está fazendo ai parado em frente ao seu computador?? Mexa-se, comente esse post e corra para locadora mais próxima, tem inúmeros clássicos te esperando...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Esses nossos meninos

Antes de mais nada, puxa o parabéns aí que hoje é o aniversário desta que vos fala, a Póka. Faço 19 aninhos de vida e estou em estado de êxtase... para de pensar bobagem que hoje eu também estou inocente... ouço o Petit fazendo pfffffffrss ao fundo, seguida de sua risada de humilhação. Sem mais delongas, neste dia (que, teoricamente, seria de minha propriedade) estou aqui justo para homenagear esses meninos das nossa vidas. Não me venham com feminismos, que eu me valorizo, mas sei reconher os esforços dos sortudos que podem fazer xixi em pé.

Procurando sobre o que postar, digitei no site-empresa-mor que dominará o mundo (leia-se Google) as palavras combinadas: felicidade + aniversário + aleatoriedades. Vem os resultados e clico num dos primeiros links que me aparece e paro nesta página aqui. O texto é sobre ódio. Não é um texto ruim, mas chego numa parte que diz "
Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso, ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada."

Juro que parei por aí. Fiquei triste, sabe? Mesmo que seja um ombro de pai, essas belezas da anatomia masculina não se encontra comparação nem em colo de mãe (e ollha que o da minha é muito bom!). Triste não poder chorar em uma. E, graças a deus, eu disponho de uma exclusiva.

Deixando pra trás minha vida pessoal e selvagem (sou um Okapi, tá legal? Falei pra não pensar besteira...), troquei as palavras chaves por: aleatoriedades + blogs + masculinos. E encontrei esta pérola aqui: TSN.


Mergulhei, então, nesse universo de sexo oposto. E adorei. Vamos combinar que, desde pequena, mesmo possuindo 40 barbies, eu adorava jogar Tazo com os meus colegas na hora do recreio. Lembro da fúria da minha mãe na época que eu só queria andar de saia. Isso seria o sonho de qualquer mãe, não é mesmo? O único detalhe é que, no inverno, minha mãe tinha que investir em meias de lã que se rasgavam em dois minutos pois, ao invés de ficar sentada e linda como uma boa mocinha, eu ia "chafurdar" na lama com as crianças divertidas: os meninos. Resultado, uma doce criatura de pele branca, cabelo negro, saias e meias-calças com um pedaço de couro costurado no lugar do joelho. E jogando video-game também, é claro.




Dá pra perceber que nunca tive problemas sérios com pessoas que não freqüentavam o mesmo banheiro público que eu. Embora eu seja "nojenta" (ah, essa mania infeliz de arrotar em público) eu realmente admiro a mente destes seres. Não estou falando de qualquer um, é claro, mas de homens com conteúdo e de personalidade, como o pessoal do blog que estou analisando (você já ia se perguntar isso, não é mesmo?).

O blog escolhido é Totalmente sem Noção (ah, piada péssima), mas é muito bom. Textos divertidos, sinceros e masculinos. Totalmente masculinos. Se tu te ofende fácil com comportamento de ogro é melhor nem acessar, mas eu achei Mara!

Um dos textos que amei foi o Começou Ivete, terminou Preta Gil. Leiam ele e concordarão com os autores machos. E, em homenagem à Limbo, o post As 17 frases mais masculinas do cinema.

O único probleminha, não é mania chata de mulher não, é a troca excessiva de cores durante o texto. Pode até ser divertido, desde que não atrapalhe a legibilidade, garotos, que é importante para ambos os sexos.

Enfim, vou indo aproveitar o meu niver e o presente do meu amado Petit (o meu Orc querido provou que tem senso estético Mara! e me deu a bolsa dos meus sonhos).

Boa noite, queridos, e deixem seu comentário como presente!!!! Ah, e todos convidados para o Pic-nic no Campus amanhã, depois da aula!!!!

Póka vos ama!!!!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Coisas que eu achei no You Tube

Todo mundo já sabe, mas não custa dizer mais uma vez: o You Tube é mara! Nele você encontra de tudo um pouco: musiquinhas hilárias, cenas históricas, gatinhos falantes, Sketchs do MadTV, entrevistas, cenas dos seus filmes favoritos, o vídeo do Jensen Ackles dublando Eye of the Tiger (exibido originalmente no final do episódio de Yellow Fever da 4ª temporada de Supernatural) e qualquer outra coisa que você consiga imaginar. Pois bem, semana passada eu, por acaso, acabei fazendo duas grandes descobertas (aprovadas pelo canguru) no site.

Começando pelo novíssimo canal do Monty Python! (Se você não faz a menor idéia de sobre o que eu estou falando clique aqui que a Wikipédia te explica). Sim, agora os hilários Pythons têm o próprio cantinho no You Tube. Cansados de verem seus vídeos espalhados pela rede (em grande parte numa qualidade ruim) os humoristas britânicos resolveram unir-se a nova tecnologia em vez de lutar contra ela. Mas, é melhor eu deixar que eles mesmos expliquem suas razões...



No canal você encontra vídeos dos filmes, programas de TV e shows do grupo humorístico inglês, além de algumas entrevistas. Tudo em vídeos de boa qualidade. Pra quem nunca assistiu nada do Monty Python um aviso importante: os Pythons têm um humor bem peculiar. Eu adooooro! Piadas ácidas, inteligentíssimas, algumas bobas (ou silly como eles mesmos definem), mas não menos hilárias e tudo com o magnífico e exageradamente carregado sotaque britânico, que torna tudo (aparentemente) mais inteligente e (estranhamente) muito mais engraçado.



O canal só tem dois pontos negativos. O primeiro é que o site poderia ter bem mais vídeos, mas como ele é novo é provável que a população de sketchs e entrevistas no canal aumente. O segundo problema é que tudo no site é em inglês sem direito a legendas. Então, se você não entende nada de inglês a solução é correr até a locadora mais próxima e procurar pelos Pythons em DVD, garanto que vale a pena. Antes que eu esqueça o site do Monty Python também é muito legal e vale a visita.


Deixando de lado as piadas da terra da rainha, vamos à segunda descoberta. Para falar a verdade essa segunda descoberta não é bem fruto do You Tube, digamos que ela está apenas refugiada por lá. Mas é (sempre) melhor começar do início, portanto, é melhor dizer logo do que eu estou falando. Pois bem, a segunda descoberta é o Dr. Horrible’s Sing-Along Blog. O nome é estranho, e para falar a verdade o vídeo também é. O vídeo blog do Dr. Horrible é um projeto do criador de Buffy the Vampire Slayer (Buffy, a Caça-Vampiros no Brasil), Joss Whedon. Desenvolvido durante a greve de roteiristas (iniciada no fatídico 5 de novembro do ano passado), Dr. Horrible’s Sing Along Blog é um musical de 43 minutos produzido diretamente para a internet. A idéia de Whedon era produzir algo independente, onde ele tivesse total liberdade para criar. E que melhor lugar para divulgação do produto final que a web?


O vídeo narra a história do aspirante a super-vilão Dr. Horrible, interpretado por Neil Patrick Harris o divertidíssimo Barney do seriado How I Met Your Mother. A galeria de personagens ainda traz o narcisista Captain Hammer, arquiinimigo do Dr. Horrible, a doce Penny, mocinha da história e o fiel ajudante do vilão conhecido como Moist.

Não direi aqui que o vídeo é hilário, porque, mesmo que ele tenha uma boa doze de ironia, hilário ele não é. Entretanto, alguma coisa na história do simpático Dr. Horrible realmente me conquistou. Adorei a maneira invertida como as peripécias do vilão são contadas, centrando o foco narrativo no vilão que, uma vez que você observa de perto não é tão mau assim. Da mesma forma o herói deixa transparecer desde a sua primeira aparição que seus motivos não são assim tão nobres. Essa dualidade entre bem e mal é retratada de maneira sutil enquanto acompanhamos a jornada do Dr. Horrible até alcançar a sonhada vaga na liga de Super-Vilões, Evil League of Evil (adooooro esse nome).Tudo isso sem esquecer é claro que trata-se de um musical.

O Dr. Horrible Sing-Along Blog divide-se em três atos que foram originalmente postados neste endereço onde esteve disponível para espectadores do mundo todo durante algumas semanas de julho. Atualmente o vídeo está disponível apenas para quem mora nos EUA, mas como hoje em dia não existe nada que não se ache no You Tube, foi lá que eu encontrei refugiado o Dr. Horrible. No You Tube eu só encontrei o vídeo sem legendas, mas é sempre possível pedir uma ajuda para o Paul Torrent e procurar uma legenda na net.



Bem, é melhor eu ir ficando por aqui, já "falei" demais e o novíssimo filme do 24 horas me espera. Então beijinhos. Deixo vocês com o primeiro vídeo do Dr. Horrible (no You Tube ele está dividido em 6, dois para cada ato):

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Limbo Dancer presents...

É surpreendente que eu tenha sobrevivido até o presente momento sem comentar nenhum blog/site sobre cinema. Para aqueles de vocês que não me conhecem: Eu gosto muito, muito mesmo de cinema. Nas locadoras onde eu pego filmes e no cinema aqui de Santa Maria as pessoas já me conhecem (ás vezes até por nome). Há algum tempo atrás, quando eu tinha bem menos coisas para fazer e pegava muito mais filmes, esse vício chegou ao fatídico ponto de a mocinha da locadora reconhecer minha voz no telefone! But, anyway...

Hoje, então chegamos ao inevitável post sobre cinema. Vamos então aos três maravilhosos sites que eu selecionei para vocês:

Para começar, aquele que para mim é um dos sites mais magníficos ever: o Internet Movie Data-base, ou apenas IMDb. O site é todo em inglês, porém as a navegação é bastante simples e, ao menos as funções básicas do IMDb são acessíveis a qualquer pessoa que compreenda o mínimo de inglês.


Mas afinal, o que faz do IMDb um site tão incrível? Bem, sabe quando você está assistindo a um filme ou série e aparece aquele ator/atriz que você tem certeza que já viu algum outro lugar, mas não lembra qual? Eu não sei quanto a você, mas comigo isso acontece com bastante freqüência e nessas situações até mesmo o santo Google pode levar horas para te dar a resposta. No IMDb esse problema é facilmente resolvido: basta escrever o nome do filme, diretor, ator, produtor, ou qualquer outra função remotamente ligada ao cinema no quadrinho de busca e Voilà! Tudo que você queria saber estará diante de seus olhos: lista completa de créditos do filme, com links diretos para a página do site para os atores, diretores e demais envolvidos no filme, que por sua vez contém a lista (também com links) de todos os filmes, séries e afins que a pessoa participou, fotos, cartazes, dia de estréia, trilha sonora, premiações e mais uma infinidade de informações (cada vez que você entra no IMDb, você descobre uma nova função do site).


Eu gosto bastante de ler: a parte de trivia, que traz curiosidades sobre o filme ou personalidade em questão; a parte de movie connections, que lista as referências feitas pelo filme a outras produções e outras produções que fazem referência ao filme em questão; e a parte de quotes, em que você encontra as principais falas do filme/série/etc.

Passamos do IMDb para o FirstShowing.net que eu descobri a apenas algumas horas atrás, mas, que já se tornou um dos meus sites favoritos. O slogan do site o define com perfeição: Connecting Hollywood with its audience (Conectando Hollywood com a sua audiência). O Fist Showing é o paraíso para qualquer cinéfilo. Lá você encontra noticias, trailers, entrevistas, reviews e tudo mais que for relacionado à sétima arte.


Destaque para o texto muito bem escrito, principalmente os reviews, os trailer, que apesar da pequena demora para carregarem, compensam pela ótima qualidade de som e imagem, as entrevistas, interessantíssimas, com perguntas inteligentes e não-obvias e ao perfil do pessoal do sites, que apesar de não conter nada sobre a formação deles (coisa que eu fiquei curiosíssima para saber), é bem interessante com a lista de filmes, diretores, atores e atrizes favoritos de cada um. Mas, o que eu achei mais bacana no
site é que fica claro que ele é feito por gente que gosta realmente de cinema e não tem preconceito com gênero, idade, nacionalidade, ou qualquer outra coisa (Notem que um deles tem Cidade de Deus entre seus filmes favoritos).

Você deve ter percebido que o First Showing também é todo em inglês, mas, se você não entende nadinha de inglês não se desespere. Existem muitos bons sites sobre o cinema aqui no Brasil, eu particularmente gosto bastante e, portanto recomendo o Cinema em Cena. Eu freqüento o site (quase) diariamente há um bom tempo e gosto muito da disposição das informações e da maneira como elas são escritas. O site oferece notícias, críticas, variedades, colunas, fotos, cartazes, espaço para opinião do leitor, etc. Eu gosto que na parte de notícias o nome do filme vem sempre antes da manchete e que entrando na página do filme você encontra todas as outras informações sobre ele disponíveis no site (fotos, cartazes, trailers...).


As críticas são sempre bem escritas e de alguma forma pessoais (de maneira positiva). As opiniões nem sempre concordam com o que grande parte da crítica diz sobre o filme, o que para mim é ótimo! Mesmo que eu nem sempre concorde com o que o editor do site, Pablo Villaça escreve, é sempre bom ler opiniões diferentes (e inteligentes, é claro). Só é triste quando eu entro no Cinema em Cena e tem bem grande o “procuramos estagiários”, mas, as vagas só valem para quem mora em Belo Horizonte. Poxa....

Bem, por hoje é só... Aproveitem as dicas e não esqueçam de deixar o seu comentário antes de sair...