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domingo, 19 de abril de 2009

canções, versões e outras criatividades (parte 1)

Tudo começou em uma quente tarde de verão quando, na casa de papai, este genitor contribuiu para o meu crescimento intelectual ao tocar no seu mini system um álbum que ele havia criado ( leia-se baixado músicas no mercado de compartilhamento gratuito e gravado-as em um cd virgem) com várias versões. A que mais ficou gravada na mente foi uma versão de Bob Dylan (infelizmente, ou felizmente, eu não gosto muito dele) cantanto Creep, do Radiohead. Papai, porém, foi bastante simpático na escolha do repertório, incluindo "What a Wonderful World" interpretada por Joey Ramone.

O tempo se passou e, numa bela madrugada (do dia 17/04) , um tanto triste por assuntos pessoais (que, obviamente, não vem ao caso), eu e o Petit vimos a coisa mais horrenda e engraçada que poderia existir naquele momento*. Os convidados da noite no Jô eram Inri Cristo e as Inriquetes. Dá uma olhada nas músicas que estas discípulas do di... ops, digo, do Inri Cristo, versionaram.



"Estava ali vendo a tv, sem enteder o porquê"
Eu também, eu também...

Decidi então, fazer o post de hoje com versões, no mínimo esquisitas de músicas, e a Limbo me agraciou com uma criação do quarteto-capela Moosebutter performada por Corey Vidal. Se você adora Stars Wars (ou o compositors e pianista John Williams) e não viu este vídeo, você não é um nerd/músico que se preze.




No site do Moosebutter você pode curtir (nossa, que Kzuka isso) outras criações do quarteto, incluindo uma versão sobre Harry Potter para Pretty Woman. Já o vídeo acima fez tanto sucesso que dá (ou nem precisa dar, trocadalho péssimo) pra achar vários vídeos bolados a partir do primeiro, como este, o Frog Wars.

Com a quantidade de versões estranhas por aí, tenho certeza que farei um novo post pra você, leitor, rir mais um pouco (ou não).

Beijos do Okapi.

*tá, essa é a minha opinião, o Petit disse que elas são interessantes quando cantam e dançam na palavra assanhar.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Quem chorou quando a mãe do Bambi morreu?

Olá, queridinhos! Volto nesta sexta-feira, displicentemente, para trazer um hiatus na nossa série de contos de fadas. No lugar disto trago hoje um pouco de arte para vocês, sem de forma alguma deixar de lado o tema anterior! Isso mesmo! Hoje falaremos do magnífico híbrido blog/site Who killed Bambi? ou, em bom português, Quem matou o Bambi?

Eles são uma gangue tão legal quanto a nossa, com a adição de serem italianos o que, por si só, já põe muito medo em todo mundo. Adicione a isso o fato de que sua missão é matar o Bambi. suas armas são a fotografia, a pintura e tudo o mais que puderem imaginar.

Matar o Bambi é uma metáfora para acabar com "a banalidade, conformismo, falta de humor e bom senso". Logo vemos que eles estão do nosso lado!

Como todos bem sabem, eu sou uma grande fã de arte e quanto mais bizarra melhor! O Who killed Bambi? é uma das minhas fontes de obras que fazem meu dia.







Visitem o Who Killed Bambi? ... ou não! Já que eles são caras legais eles possuem Feeds RSS, que nem a gente!

Semana que vem eu volto com um post mais decente! ;) Beijinhos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Algo hermoso, inexplicable..."


Talvez, ninguém tenha ficado tão triste com o final da novela A Favorita quanto eu fiquei. Tudo bem, tudo bem, não fiquei assim tão triste, até porque eu não gostava tanto da novela e o final foi péssimo. Só que, foi graças a essa novela que eu podia ouvir Bajofondo todo dia. Melhor, graças a essa novela que o Bajofondo Tango Club (assim denominado inicialmente) ficou mais conhecido no nosso querido país. (Vocês sentiram o tom de ironia, não?).





O fato é que eu já conhecia o Bajofondo de um cd dado (quase roubado, vamos ser sinceros) do meu pai. A tonta aqui é que demorou um pouco pra fazer a conexão da música Pa'Bailar (sim, a que tocava na abertura da novela) com a banda formada por argentinos e uruguaios. Antes de conhecer Pa'Bailar (e dançá-la - ou achar que estava dançando ¬¬ - com o Petit pela sala), Perfume era uma das músicas que mais me instigava. A música do primeiro álbum do, na época, Bajofondo Tango Club, não perdeu seu posto, mas outras foram ganhando destaque também.

Uma delas é El Mareo (bastante tocada atualmente em rádios brazucas), assim como Pa'Bailar, integrante do mais novo álbum, Mardulce (ambas no Playlist do Myspace do grupo) .Embora eu (ainda) não tenha condições de ter o cd inteirinho a meu dispor, pude ouvir que Mardulce tem ótimas músicas para quem curte o chamado Eletrotango ou Fusion Tango. Aliás, quem começou com esse estilo foi o grupo argentino-sueco-francês, Gotan Project (sente o anagrama com a palavra tango?). Pra quem não lembra, assim como eu, Gotan também tocou aqui no Brasil e em uma novela, no caso, em Da Cor Do Pecado, a música Epoca.

Interessante comentar esse ponto positivo das novelas brasileiras: revelar algumas bandas e grupos novos (para os brasileiros em geral). Filha de uruguaio, tenho o privilégio de ouvir os mais variados sons latino-americanos de ótima qualidade; e, o melhor, de músicos vivos, inteiros e atuantes. Isso me deixa com um gostinho Opa, parece que não é o fim da criatividade musical neste continente. E nunca será.

Beijocas da Póka.

PS: Post curto pra me reprimir do último.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Geração Gentileza

"Nós que passamos apressados pelas ruas da cidade merecemos ler as letras e as palavras de Gentileza" (Marisa Monte)

Se você não andou vagando em algum lugar ao Leo da esfera terrestre nesses últimos tempos, muito provavelmente já ouviu ou viu por aí a frase "Gentileza gera gentileza". Seria o princípio da reciprocidade, ou algo do tipo a minha educação depende da sua. Só que na verdade é algo mais.

Em inglês, gentleman significa homem gentil, cavalheiro, suave. Quando ouço falar em gentleman vêm à minha cabeça a imagem de um homem refinado e polido que beija a mão das donezelas e faz uma reverência à elas. Talvez a imagem de um homem que faria loucuras para conquistar o amor de sua amada. Vá lá, isso talvez funcione na literatura infantil e em filmes épicos, pois na vida real é difícil encontrar alguém que seja sempre afável em suas atitudes.

Alguém me disse certa vez que há três expressões capazes de mudar o mundo: com licença, obrigada e por favor. Não que essas palavras tenham alguma utilidade no combate à fome, ao aquecimento global ou às guerras. Mas elas podem ser as palavrinhas mágicas que têm o poder de fazer as relações sociais um pouco menos insuportáveis. Sartre já tinha dito "o inferno são os outros". E, de acordo com um dito homônimo a uma comunidade do Orkut: tá no inferno? Abraça o capeta. Se é assim, então porque não sermos um pouco mais complacentes com aqueles que fazem parte da nossa convivência diária?

Bem diferente dos cavalheiros idealizados por mim, José Datrino é um verdadeiro gentleman cuja vida foi dedicada a espalhar suas mensagens de gentileza e de amor. Seu engajamento começou após a tragédia do Gran Circus Americano em dezembro de 1961. Datrino foi um visionário, um profeta incompreendido durante a sua existência, mas que apesar disso não desistiu de sua causa.


(...)Feito louco
Pelas ruas
Com sua fé
Gentileza
O profeta
E as palavras
Calmamente
Semeando
O amor
À vida
Aos humanos
Bichos
Plantas
Terra
Terra nossa mãe.



O profeta Gentileza, como Datrino foi popularmente conhecido, ficou 35 anos pregando suas palavras e, àqueles que lhe chamavam de louco, respondia: "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".

A aparência de Gentileza é a do velhinho barbudo e bondoso que, em meio a uma megalópole do porte do Rio de Janeiro, com toda a violência e caos urbano característicos, conseguiu deixar sua mensagem em letras azuis e em faixas verde-amarelo. Sua obra foi inscrita em 56 pilastras do Viaduto do Caju. As inscrições foram pintadas de cinza e, depois, o projeto Rio com gentileza, recuperou a arte de Datrino.

Não sei pra vocês, mas a sensação que eu tenho é a de que esse início de ano foi meio pesado. Seja com o sentimento de impotência que nos afeta, seja com as fatalidades que nos cercam e algumas coisas que nos indignam, tudo isso corroborou para uma entrada de ano não muito feliz. Acho que talvez por isso resolvi falar sobre algo bom que pudesse ser acrescentado às nossas vidas turbulentas já nesse ano. A gentileza de Datrino e seu legado não devem ser desprezados como mera loucura de um lunático, muito pelo contrário, devem ser aproveitadas na nossa geração, quem sabe uma geração Gentileza?


(...)Sem medo
Insegurança
Medo do futuro
Sem medo
Solidão
Medo da mudança
Sem medo da vida
Sem medo
Das gentileza
Do coração.
(Gonzaguinha)



Beijinhos do gentil ornitorrinco.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Amor de plástico

Olá, queridos. Volto nesta sexta-feira com mais um assunto que deve agradá-los. Meu cronograma de escrita não vem sendo cumprido. Todos os temas que eu pretendia abordar nas últimas semanas acabaram deixados para mais adiante. O motivo? Além de uma certa falta de tempo, muitas coisas vêm chamando minha atenção nestes últimos tempos. Matérias jornalísticas que valeram a pena ler e que trouxeram à tona alguns aspectos da vida humana hoje. Apreciaremos durante o post trechos de uma música que se adequa ao ponto onde quero chegar.


Her green plastic watering can*
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth.
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself.
It wears her out, it wears her out



Meu tema de hoje é, pois, a substituição. Não, não a substituição de ovo por linhaça em receita de bolo, mas a substituição de alguma forma de afeição humana por algo que se assemelha - assustadoramente, às vezes - e que possa suprir o que falta a muita gente.

Este tema tem duas facetas. Contraditórias - ou nem tanto. Coincidentemente (ou não), vim a conhecer nossos ilustres convidados de hoje por meio de matérias da Revista Marie Claire.

Mas chega de enrolar e vamos logo ao que vim tratar. Vamos começar pelo soft core.





Owwwwwwwwn... Que linda a pequena Sonia dormindo na calma de sua não existência. O que você não sabia até agora é que ela não é de verdade. Ela é um Reborn Baby, criado por uma artista plástica. Incrivelmente real, não? Mas Sonia não é uma peça artística de museu. Ela pertence a alguém, que a trata como filha.

Os artistas que constróem estas verdadeiras obras recebem cada vez mais pedidos. E que pedidos - cada Reborn pode custar entre R$ 1.000 e R$ 5.000, tudo pelo minucioso trabalho de recriar pequenos bebês que não crescem. Muitas mulheres ao redor do mundo "adotam" Reborns - mais de um, até 20 - e os tratam como se fossem seus filhos.

Andar na rua com um Reborn não é algo incomum. A maior parte das pessoas ao redor não nota que não é um bebê de verdade. O famoso episódio em que um policial quebrou o vidro de um carro acreditando estar salvando um bebê desacordado no banco de trás foi causado por um Reborn.


* She lives with a broken man
A cracked polystyrene man

Who just crumbles and burns.

He used to do surgery

For girls in the eighties

But gravity always wins.

And it wears him out, it wears him out.




Agora, a razão que leva tantas mulheres a terem estas criaturinhas, às vezes tçao bizarras, em casa e tratá-las como reais é desconhecida. Alguns alegam ser apenas uma forma lúdica de enfrentar a velhice e o fato de os filhos já estarem crescidos. Não existem conclusões e as opiniões especializadas dividem-se entre os benefícios da fantasia e a regressão emocional causada por falta de afeto.



Reborns me assustam.



Eu realmente acho os Reborn obras de arte magníficas e, a título de coleção eu os considero incríveis, mas acharia muito bizarro se a minha mãe, no lugar de um Poodle (owwwn) tivesse comprado um Reborn.

Para segunda veia do assunto de hoje, temos algo mais delicado, mais mal visto e muito mais caro. A evolução da boneca inflável - as Real Dolls. Também feitas a mão, como os Reborns, mas com atrativos e funcionalidades bastante diferentes, elas foram inventadas por McMullen e produzidas em sua empresa Abyss Creations na California, Estados Unidos.



Modelo de Real Doll.



Elas são a coisa mais avançada que se pode pensar. Incluem os "3 orifícios padrão", removíveis, laváveis e ... esquentáveis, para o prazer de seus donos - além de um corpo feito com silicone que imita o mais próximo possível a sensação de pele. Cada uma pode custar mais de US$6.000. Até aí, tudo que podemos dizer é que é apenas mais uma invenção da indústria do sexo. A coisa que me intriga é o fato de muitos homens tratarem-nas não apenas como bonecas, mas como suas mulheres, a ponto de deixarem totalmente de lado qualquer tentativa de relacionamento com mulheres "orgânicas", como eles se referem.



She looks like the real thing*
She tastes like the real thing
My fake plastic love.

But I can't help the feeling

I could blow through the ceiling

If I just turn and run.

And it wears me out, it wears me out.



Começando do começo, a atração por seres imóveis que imitam a figura humana não é novidade de nossos tempos. Aliás, isso tem um nome: agalmatofilia. Desde a tragédia grega a atração por estátuas vem sendo contada e recontada. Em 1877 o caso de um jardineiro que tentou transar com a Vênus de Milo foi registrado pelo psiquiatra Autro-Húngaro Richard von Krafft-Ebbing.

Como eu disse, até aí tudo bem. A atração sexual por coisas aleatórias é bem conhecida por aí. Fetiches ou parafilias, como a dos Looners (fetiche por balões. Sim, balões), ou a maieusofilia (excitação com a visualização de partos) têm cada vez mais variações.

Por tudo que me compete, nada que não machuque os outros é um problema e eu não estou em posição de julgar os possuidores de Real Dolls ou Reborn Babies. O que me chama a atenção é todo o afeto e carinho dispensado em algo que simplesmente não corresponde. Não que a indiferença não esteja presente entre nós, corpinhos providos de vida e calor próprio, mas estas substituições me levam a pensar que talvez todo o distanciamento que vivemos hoje seja a causa de uma procura tão ávida por seres que não podem nos rejeitar.

As interações tornam-se cada vez mais efêmeras, as relações de confiança se partem em pedacinhos, como um pirulito de caramelo que cai no chão. Tornamo-nos cada vez mais incapacitados emocionalmente, não é mesmo? A precisão do nosso mundo regulado não existe no campo humano e isso nos deixa impotentes. Não podemos suportar uma ação não esperada.

Talvez por isso, uma das relações que a repórter
Meghan Laslocky aponta em sua matéria vencedora do Clay Felker Award, "Real Dolls: Love in the Age of Silicone", entre outras, seja com o autismo. O autista não suporta não saber o que vem pela frente. Seu mundo é calculado e a menor mudança pode deixá-lo em pânico.

Reborns não morrem, não adoecem, não nascem feios (a menos que você queira), não te deixam acordado a noite. Com eles você não tem que correr pro médico, não tem que lavar a roupa. Não precisa ficar ouvindo a sua mãe te dizendo como criar seu próprio Reborn. Você não precisa ser uma mãe perfeita. E o mais importante, eles não crescem. Eles nunca vão entrar na puberdade e te dizer que te odeiam. Eles não te abandonam.

Real Dolls, por sua vez, não reclamam dos seus hábitos irritantes, da toalha molhada em cima da cama, dos amigos, do futebol na tevê. Elas sempre te escutam, sempre querem sexo - e sempre do jeito que você gosta. Com elas não há perigo de se fazer algo errado, não há a necessidade de cumprir o papel que se espera de você. E elas não te trocam por um cara mais rico, mais bonito e mais novo. Elas não te abandonam.

Na internet, 'mamães' de Reborns exibem seus bebês em poses montadas e roupas variadas. 'Namorados' de Real dolls exibem suas amadas em fóruns e se caracterizam como um movimento organizado. A revista Coverdoll tem sua versão online e é totalmente voltada para amantes de Real Dolls. "Perfis" de Real Dolls são publicados lá. Os donos criam um personagem e agem como se ele fosse real. Zara tem seu próprio perfil, publicado na edição de Novembro deste ano.


Zara é a garota da capa da Coverdoll de Novembro.


Além de achar este tema muito interessante e simplesmente querer ler mais e mais (e escrever, porque tinha muito mais o que dizer), proponho as seguintes questões: até onde vai o limite da nossa noção de realidade? Quando começamos a perder a conexão com o mundo? Afinal, não são os outros humanos quenos tornam humanos? Quanto tempo vai demorar até que vejamos famílias falsas inteiras - mãe Reall Doll, baby Reborn / pai Real Doll (sim, existem as versões masculina e até she male), baby Reborn)? Por que procuramos afeto em objetos sintéticos? Se tantos procuram afeto, porque não se consolam uns aos outros? Que medo é este que temos de nós mesmos? E, por fim, a que isto nos leva?

Não acredito que o ato de ter uma Real Doll ou um Reborn em si seja nocivo. Aliás, vejo mais com um sintoma. Não de falha emocional e social individual, mas algo que vem chegando como uma onda a todos nós. Perder a capacidade humana de se relacionar e de lidar com os sentimentos talvez comprometa todas as áreas de nossas vidas. A coisificação do ser humano, que se obriga a ficar fechado dentro de si.

Talvez estejamos no caminho de nos tornarmos cada vez mais parecidos com RealDolls e Reborns. Cada vez mais sintéticos e fechados. Passivos e submissos.


*And if I could be who you wanted
If I could be who you wanted

All the time, all the time.




Bem, chego ao fim deste post. Desculpem pelo texto atravancado, algo não anda bem nas minhas sinapses. Deve ser o calor.

Fantasia é aprovada pelo canguru. Um mundo de plástico é temido por ele.

Fiquem com mais uma música que ilustra muito bem o nosso assunto de hoje. Procurem a letra, ela é medonha e poderia ser cantada por uma Real Doll (se elas cantassem).








Beijos e até a próxima (prometo que melhoro a escrita)! Não se esqueçam de comentar! :D


* Trechos da música Fake Plastic Trees do Radiohead.
Tristeza reflexiva só pra você.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Hedonista por natureza

Talvez eu seja hedonista desde pequena e não saiba. Quando era apenas um jovem Okapi selvagem, gostava de aproveitar o doce cheiro do capim pela manhã, ou a bela imagem das estrelas no meio da madrugada. O fato é que eu cresci, fui ganhando responsabilidades, perdendo em sono e adentrando o meio urbano e uma outra selva: a da realidade.

Fico me perguntando se todos nascemos hedonistas e vamos perdendo essa qualidade conforme vamos crescendo. Não deveria ser assim. O fato de ganharmos mais e mais responsabilidades conforme o tempo vai dando o ritmo deveria nos maturar e nos dar ainda mais possibilidades de aproveitar os momentos de prazer. Só que muitas pessoas deixam a beleza da infância de lado em nome de uma postura adulta e, de certa forma, infeliz.

Explico melhor. Para mim, o hedonismo não vem apenas pelo prazer imediato. Para que este prazer imediato (ou não) aconteça, preciso da consciência limpa, mas não deixo que as preocupações me tirem os momentos em que descanso e aproveito tudo que posso dispor.

Lendo pela internet, percebo o quanto as pessoas acabam por associar o hedonismo a algo promíscuo, unicamente sexual, individualista... Muito disso dá pra se notar na comunidade (da qual faço parte) Hedonismo, no Orkut. Alguém pergunta se a pessoa inteligente é feliz. Claro que é! A pessoa inteligente, se também for hedonista (mesmo que não saiba), sente prazer a cada descoberta de sua inteligência.


Outra coisa que comprova a teoria de que o hedonismo está ganhando status negativo é a pergunta de enquete da mesma comunidade: Qual dos pequenos prazeres abaixo você gostaria de ter todos os dias de graça, mas não pode? Ela tem, claramente, um sentido econômico. As respostas de escolhas são ligadas, então, a prazeres que podem ser disponibilizados por um alto poder econômico, a que uma minoria dispõe. Não classifico, então, como pequenos prazeres. Aliás, prazer, para mim, não tem classificação (embora eu defenda que comer e dormir são duas das três coisas mais prazerosas da vida... ¬¬). O mais coerente, então, seria retirar os dizeres "de graça" da frase. Eu, por exemplo, gostaria muito de ter uma boa e suficiente noite de sono sempre, mas não consigo.


Um texto que aconselho aos hedonistas iniciantes (e os que também não o são) foi escrito por Milton Ribeiro e eu achei no blog heDONIsmos. Você vai, no mínino, gozar da leitura*. Muito me chamou atenção por ter um padre como um de seus personagens.


Enfim, acabe por aproveitar de todos os prazeres da vida, de um filme (como Pecado Original), um livro (como O Retrato de Dorian Gray), ou de um simples vento num dia de muito calor. Deixo-os com uma frase do escritor uruguaio Eduardo Galeano: "O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa."

Beijos saboros e hedonistas da Póka.

PS1: O * diz respeito a mais um trocadalho do carilho, desta vez em homengem à festa de Confraternização do Programa Radar Esportivo (leia-se Churrascão na chácara do Dani, em Itaara) que aconteceu ontem, regada a Polar (a cerveja da dupla gre-nal!), aos vários trocarilhos do cadalho ditos e aos conhecimentos gerais (viva ao método japonês de descascar batatas!).
PS2: Esta vai para o Milton. Confesso que não era uma das pessoas que estavam gritando "Cai aviao de merda!" quando do episódio número 5241654 do aviãozinho de Porto Alegre no jogo do Grêmio e do Atlético (sim, eu estava lá), mas meu prazer atingiu o ápice quando o tricolor gaúcho fez o segundo gol bem no momento em que o aeroplano sobrevoava o estádio. A "vingança" é doce, mesmo que pequena, e bem prazerosa.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Veste aí


Mesmo sabendo que você, querido leitor, não deve estar sentado nu em frente ao computador (ou não), a Póka vem hoje ao estilo "chic-brega" para agraciá-los com uma dica de moda selvagem.


Eis que selecionei algumas das melhores camisetas a que tive acesso via a maravilha do mundo, a internet. É isso mesmo, a nossa velha, querida, chumbrega, acabada, companheira (etc, etc, etc) CaMiSeTa!!!

Sem mais delongas, vamos a ela, a estrela de hoje!

Não poderia deixar de iniciar com uma camiseta com a temática da Gangue, encontrada em algum site pela maravilhosa ferramenta de busca PleaseDressMe:


Esse site me Mara! me ajudou bastante a achar algumas das camisetas com estampas divertidas que apresento hoje. Vamos a elas!

Um dos sites Mara! em que mais achei malhas de vestimenta em formato de T que me agradaram muito foi o Threadless. Pequeno probleminha básico: ele está em inglês, ou seja, não é brasileiro. Nada que impeça você de se basear em idéias ou até comprar alguma camiseta, se esta for sua possiblidade. Dá uma olhada no que achei por lá:





Existem também os sites que dão uma certa possibilidade na criação de camisetas. Um deles é o Kmiseta (oba, esse é daqui). Nele, você pode escolher alguma estampas da lista, incluir fotos de sua autoria e/ou adicionar textos e montar sua parceira de tecido na forma que que quiser.

E, passeando por aí, ainda tem muita camiseta legal.




















E não poderia terminar este post sem uma homenagem a minha querida amiga Limbo, que me deu umas dicas de camisetas (todas nerds, é claro!). Limbo, comprarei esta pra usar contigo:

Era isso por hoje. Comentem e indiquem mais camisetas legais para um post vindouro.

Beijos do Okapi.

PS: Estou sem noção hoje, não dêem bola para o que escrevi.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Tirinhas na net - parte 2 - "Proibido para menores e/ou moralistas"


Não que sejam exatamente proibidas para menores, mas se você se ofende fácil não aconselho a seguir a leitura deste post.


O Okapi prometeu a série de post sobre tirinhas na net e aqui está, queridos e amados leitores. E preciso explicar mais? Aqui está a minha rápida seleção de blogs que trazem as piadas mais azedas em tiras da internet.

Começando.... Você conhece o Dr Pepper?. Não que eu recomende uma consulta com ele, aliás, não recomendo sequer seu site (sim, essa piada péssima foi em tua homenagem, Dr Pepper). Então dá uma olhada em uma de suas tirinhas, digo, leve:

(piada interna - ainda bem que ele não é um Po-maldito!)

Bom, não preciso dizer que, a partir daí, o conteúdo das tiras vai ficando cada vez mais inapropriada para pessoas que sonham em ir para o céu. Mas o humor ácido e as piadas ruins do Dr Pepper são Peculiares!. Mas a produção do site é realmente Mara! E ele ainda tem um estagiário "+ ou - oficial e não autorizado" (você entendeu alguma coisa), que tem um blog bem peculiar circulando, incluindo continuações toscas das tiras de seu mentor.

Continuo com o Nightsy (ou ntshtyshtts, não consigo ler isso direito), as tiras mais bonitas esteticamente, embora sejam todas quase iguais (assim até eu faço meu filho... tá bom, foi só uma brincadeira). E também não tão pesadas assim, mas são bem peculiares... (tá, cada um avalia como quiser).

Isso me lembra algum desenho infantil, alguém me responde qual?!

E Cyanide and Happiness, você conhece? Estas tiras estão no ar desde 2004 e estão fazendo um baita sucesso na net. Se você não lê inglês (nem sabe, nem entende, etc, etc, etc...) pode dar uma lida no site que as traduz, que se chama, tcha tchan tchan, cyanidehappinesstraduzidos. Dá uma olhada lá que elas são Maras!


Outro que também acho Mara é o Tirinhas Tuntes. O humor também tem me agradado bastante e o blog também. Pra mim, é um dos melhores.


Finalizo o post com um blog que achei aleatoriamente e que realmente me agradou. O Jardim HQ tem tirinhas bem Maras e, se você não quer ir pro inferno até pode dar uma olhada nelas. O humor negro prevalece, mas elas não incluem pornografia ou sangue. E eu adorei a Turma do Sam (não, não gostei mais delas porque sou moralista, mas é que eu adoro animaizinhos divertidos).

O Toby me lembra muito um membro da gangue...

É isso pessoal. Peço desculpas pelo post meio sem graça hoje, mas o Okapi tenta fazer o seu melhor em meio a tantas atribulações. Prometo melhorar, tá? Enquanto isso, divirtam-se comentanto, criticando, dando idéias de outros blogs com tiras ou até me mandando a m#### ok?

Beijos da Póka cansada.

sábado, 8 de novembro de 2008

Tirinhas na net - parte 1 - " Mundo animal"

Olá queridos e fofos leitores. A Póka (ou Okapi, como queiram) está de volta neste sábado (olha como sou bem legal) para postar para vocês.

O fato é que, na última terça o blog foi agraciado com o post da Zoombie Walk, vejam só, bem no meu dia de postagem e eu, humildimente, cedi o espaço as doces colegas Limbo e Poodle (e fiquei bem feliz, pois estava correndo contra o tempo).

Partindo para a parte que realmente os interessa, resolvi falar hoje de tiras na web. Você, que, sempre que chegava o jornal, ia correndo pra ler as tirinhas e fazer a cruzadinha (alguns até para ler horóscopo, confessem!), agora, pode acessar quantas tirinhas quiser por dia; e a Pókinha aqui vai facilitar o trabalho!

Como é muito assunto, resolvi separar por temas. Esta semana confiram tiras que têm como personagens principais animais que extrapolam o sentido da palavra que assim os define.

Começo por meu favorito (quem não gosta deste cãozinho maravilhoso?).


Acho que nem preciso de explicações, não é mesmo? O Snoopy é clássico! Confesso que, quando era criança, já era apaixonada por ele, embora não entendesse a maioria das tiras. A tira acima foi retirada do Tiras Snoopy, que também conta com outros arquivos acerca da turma de Charles M. Schulz. Ele é mara! O único probleminha é que as atualizações não são freqüentes o bastante para me deixar mais alegrinha, mais eu perdôo (aliás, esse acento não existe mais!!! buáaa, mas falo sobre a extirpação da língua portuguesa outra hora). Quem também trabalha com o melhor cãozinho "ever" (como diria a Balonista) é o blog a Casa do Snoopy, que tem o desejo (modesto, diga-se de passagem) de traduzir para o português os 50 anos de conteúdo. Espero que consiga, já que o blog também é mara! Olha essa tira de 51 que eu tirei de lá (trocadalho do carilho péssimo, vamos combinar!)...

Outro da lista de clássicos animalescos é de Bill Watterson . Os fofos Calvin e Haroldo e suas maravilhosas discussões filosóficas (não preciso falar mais nada, leia e reflita, de preferência), como esta encontrada no blog mara! Depósito de Calvin:


E, entrando na lista, uma autora não tão clássica, mas que, para mim, dá vida a animais (insetos, melhor) muito inteligentes também. A Clara Gomes é a autora dos Bichinhos de Jardim. Apresento alguns, a Joana e o Meleca.

O blog da Clara é mara! E ainda traz a melhor definição de tpm (tensão-pré-menstrual, menino desinformado) que já vi (oh my dog! estarei assim em alguns dias, pra infelicidade do Petit-Anderson).


Por hoje era isso, pessoas. O animal selvagem se vai dormir que o dia amanhã é longo.

Beijos. Comentem e façam uma Póka feliz! Na semana que vem tem mais.

PS: Sim, eu adoro (mesmo) parênteses. E sim, hoje pra mim tudo é mara!

PS2: Amanhã, pela noite, inicia-se a nova promoção da Gangue!! Acesse-nos!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Here's a Llama

Sim.... post atrasado... Contudo, foi com muita luta que estou aqui hoje (que começo dramático... calma, já melhora!).

Esta semana o Okapi decidiu se divertir um pouco e largar a vida de postadora útil do blog. Resolvi falar sobre o que bem entendo. No caso, tinha escolhido falar sobre desenhos animados, mas, depois de horas de procura, não achei nenhum site decente (temos o IMDB, claro, mas não em porguguês). Nenhum que fizesse uma coletânea, ou comentários, nem os sites oficiais têm conteúdo suficiente.

Indignada, resolvi ir à cata de coisas que pudessem me acalmar e me fazer dar gostosas gargalhadas! Pois bem, resolvi falar deste ilustre ser que é a Lhama.

Este belo espécime de animal que ganha fama atualmente já era meu conhecido anteriormente, quando passeávamos juntos em uma das minhas viagens à selva latino-americana. Foi com grande prazer que vi a querida colega mamífera ganhar destaque no conturbado cenário midiático atual. Entre tantos animais fofinhos, inteligentes e engraçados, a Lhama ganha destaque com o seu diferencial nato. Ela é contratada para publicidades e ganha status de estrela ao participar de filmes hollywoodianos (ou não!) ou animados. E, por essas e outras, classifico aqui os melhores vídeos Lhama.



3º lugar: How to be llama
Vídeo intigrante que mostra vários modos para que você também possa ser uma lhama. Ou, como também é muito conhecido, mandar alguém falar com a lhama. O que me deixou encafifada é que o símbolo feito com as mãos, inicialmente, serviria para mandar alguém falar com o Anúbis. Pelo menos as "hand's llamas" podem se amar sem se desintegrar, o Anúbis não tem a mesma sorte.



2º lugar: La llama que llama
Um vídeo participante de uma campanha da empresa telefônica argentina Telecom, traz a lhama num jogo de palavras com o substantivo "llama" (lhama em espanhol) e o verbo "llamar", que pode ser traduzido como telefonar ou chamar. As lhamas querem a libertação da "llama". Pegou a história? Então aproveita e vê os outros vídeos da campanha. Pra quem entende espanhol são hilários.

... rufem os tambores....


tan tan tan



1º lugar: The llama song
Você já deve ter visto, mas não há o que ganhe dessa primazia do ócio criativo. Se você não viu, aproveite... E se está de saco cheio, acesse o Obama Llama song.


O Okapi vai finalmente dormir contando lhamas. Beijos a todos que agora estou bem querida! (por enquanto, pois amanhã alguém vai morrer - piada interna - e quero comentários, nem que seja pra manifestar seu gosto favorável ou não a lhama).

Ah, claro, os vídeos são aprovados pelo Canguru!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Nudez Suicida

Há quem diga que a nudez é bela, e eu concordo. O erótico também, por que não? A menos que seja uma pornografia escancarada (vide two girls one cup - me recuso a por o link disso aqui. Procurem no google.), muitas vezes a coisa (fotos, vídeos e não a 'coisa' que vocês estão pensando) pode ser muito bem feita.Há aqueles que dizem, também, que a exposição do corpo feminino ajuda a rebaixar a mulher à condição de objeto e que, certamente, as moças que o fazem não têm respeito próprio. Há também a velha questão dos padrões de beleza "impostos pela mídia"

Pois bem, a discussão vai longe, e há os que dizem de tudo. Sobretudo, há os que falam sem pensar. Para mim, o nu nada mais é que uma das formas mais bonitas de arte. Eu já fiz desenho de modelo nu e, acreditem, é a coisa mais fascinante de se retratar. Seja em desenho ou em fotografia, o corpo nu me agrada e me atrai muito.

Uma das questões mais recorrentes sobre esse assunto é a de que o que separa arte de pornografia é a finalidade de sua publicação. No entanto, a finalidade da publicação nem sempre fica clara. Bem sabemos que nem sempre a nossa mensagem chega intacta ao receptor e que pode ser interpretada de várias formas, ao gosto de quem olha.



O site americano Suicide Girls pode ser um dos que está sobre a fina linha entre arte e pornografia. Para mim, tem mais de arte, mas não posso negar que algumas das garotas fazem seus ensaios com a sacanagem em mente. E isso é bem visível.





O SG tem uma proposta diferente. A intenção é trazer meninas (e só meninas) com uma beleza diferente. Nada de loiras esculturais, altas e magérrimas com cabelos ao vento. Que tal uma bela punk e a companhia de seu piercing genital? Ou uma gótica em meio a lápides de cemitério, vestindo apenas suas meinhas rendadas?




Do gótico ao emo, do adocicado ao zombie, o SG tem de tudo. Desde que não seja convencional. As meninas que um dia foram rejeitadas no colégio (lembranças, lembranças...) agora são símbolos sexuais e, por que não, musas de lentes que produzem arte. Nerds (lol), punks, góticas, emos, outsiders, underdogs, gordinhas, magrelas, tattooadas, furadas (com piercing), modificadas, de cabelo colorido, sem peitos, sem bunda, com estrias, cicatrizes. Todas elas agora são vistas e apreciadas no mundo todo, do jeito que são (Sem photoshop! Regra primordial do SG).




Mas ser uma SG não fica só nas fotos. Uma das escolhidas assume seu pseudônimo e cria um perfil e um blog na página do Suicide, onde interage com os assinantes. Sim, o SG é um site pago. A mensalidade é de US$4,00 por mês. Uma Suicide Girl ganha US$500,00 por ensaio aceito. Se eu pago os US$4,00? Até pagaria, se minha preguiça não me acometesse e os brasileiros já não tivessem dado um jeitinho. Aliás, no futuro, pretendo ser uma das assinantes. Por que não também, uma das modelos? (chorem de horror! hahaha) Só já não tentei me inscrever por medo do que isso pode acarretar para minha carreira de "respeitável jornalista".


As meninas vêm de todo o mundo. Aliás, o SG é conhecido em todo o mundo. Muitas vêm do Brasil. Aqui não é possível, mas nos EUA, uma SG participa de todo tipo de evento. O show do SG já abriu para o Guns n' Roses (que aliás, deve lançar o Chinese Democracy dia 23 de Novembro próximo... esperemos) e muitas das gurias já foram capas de revista e participaram de programas de TV, como CSI: NY. Entre os mais chegados a esse tipo de estilo, ser SG chega a realmente ter um status.
Mas indo ao que interessa (as fotos), digo que há muitos ensaios lindos.

No entanto, tem muita coisa, com o perdão da palavra, escrota. Isso na minha opinião. Sou bem aberta (minha mente) a novas coisas, mas certas imagens não me agradam. Prefiro os ensaios mais poéticos e aqueles que têm historinhas. Os temáticos e que revelam a personalidade da SG são os melhores. Adoro olhar os ensaios que contam uma narrativa.




Eu acho que as garotas que enviam seus ensaios para o SG têm atitude e não se preocupam com o que o mundo pensa delas. Para as feministas de plantão, que condenam esse tipo de incitiva, aí vai minha opinião: é uma conquista muito maior do que proibir a exibição da figura nua da mulher, o fato de podermos fazer isso sem pedir permissão a homem nenhum. O fato de podermos fazer isso e sairmos na rua sem sermos apedrejadas. O fato de podermos nos sentir bem com nosso próprio corpo e o fato de podermos ganhar dinheiro com isso sem nos sentirmos culpadas ou sujas por tê-lo feito.

Modelos que posam nuas para obras de arte ou aulas de desenho são menos condenadas e eu não vejo o porquê. O que fazemos só deve ser medido por até que ponto isso afeta aos outros e até onde nos agrada. Se quer tirar a roupa, tire e have fun!


Bem, não estou dizendo que toda forma de nudez é bela, nem justificada. Só acho que antes de lutar contra ensaios de moças maiores de idade, feitos consensualmente, deveríamos estar lutando contra a exploração e o abuso sexual, não só de mulheres. De homens também, e principalmente de crianças. Pense nisso da próxima vez que estiver pronto para falar mal de revistas como a Playboy e sites como o SG, só para parecer intelectual e crítico.

O SG já é tão grande que já conta com sua própria versão impressa, filmes e vídeos, grife de roupas (inclusive as íntimas, of course) e todo tipo de parafernália, como buttons e faixas.
Até mesmo os famosos baralhos com moças nuas ganharam sua versão Suicide. Até mesmo roupas masculinas. Mas, e aí? É arte ou não é? Qual é a finalidade? Depende da garota, depende do ensaio, do fotógrafo e, principalmente, dos olhos de quem vê.



O Suicide Girl é aprovado pelo Canguru!


Amanhã teremos o resultado da promoção! Fiquem atentos! Semana que vem teremos uma conversa com o feliz ganhador!


Beijinhos! ;)